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Correio da Manhã

Portugal
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Defesa de etarras quer julgamento em Portugal

A defesa dos dois alegados etarras detidos em Portugal no início do ano vai recorrer da decisão do Supremo Tribunal de Justiça de enviá-los para Espanha, considerando que o julgamento deverá ser feito em território português, uma vez que poderão sofrer "violações" dos Direitos Humanos no país vizinho.
2 de Março de 2010 às 16:57
Chegada dos alegados etarras ao TIC, em Lisboa
Chegada dos alegados etarras ao TIC, em Lisboa FOTO: Manuel Moreira

"Não vejo nenhuma razão para Portugal abdicar da sua soberania", argumentou o advogado José Galamba, sublinhando que os processos "deviam ser cá averiguados e julgados e depois cá condenados ou absolvidos".

Galamba afirmou ainda que deverá entregar o recurso na próxima segunda-feira, dispondo de um prazo de cinco dias úteis após a notificação.

A sustentar o recurso está o facto de existir em Portugal um "procedimento penal" contra os dois detidos, Garokoitz Arrieta e Iratxe Ortiz de Barron. "Neste momento, existem pelo menos cinco processos de inquérito movidos pelo Ministério Público", afirmou o advogado.

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