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Defesa de Geraldes diz que "ir para cima dos jogadores" não visava violência e afasta-se do caso de Alcochete

Em causa estará uma mensagem enviada por Geraldes a Bruno de Carvalho.
Por Henrique Machado|13.07.18

O advogado de André Geraldes, Tiago Coelho, reagiu esta quinta-feira à notícia do CM sobre as mensagens trocadas entre o antigo diretor-geral da SAD do Sporting e Bruno de Carvalho, nomeadamente sobre uma referência a "ir para cima dos jogadores", afirmando que estão a ser atribuídos "contextos e factos pelos quais [Geraldes] não tem qualquer responsabilidade" - nomeadamente no caso das agressões a atletas em Alcochete.

Defesa de André Geraldes nega qualquer ato violento


Ao que o CM apurou, junto de fonte próxima do antigo homem forte do futebol dos leões, em causa estará uma mensagem enviada por Geraldes ao presidente, em abril. E a mesma fonte assegura que foi enviada apenas num contexto de fazer com que Bruno de Carvalho retirasse processos disciplinares a atletas. "No final é proferida a frase 'ir para cima dos jogadores' quando fossem retirados os processos, mas no sentido do diálogo", garante.   

Quanto ao advogado Tiago Coelho, diz: "a informação que está a ser veiculada é falsa e coloca em causa o bom nome do meu cliente". Adianta ainda: "Serão tomadas as devidas diligências para repôr o bom nome do meu constituinte e preservar a paz e a tranquilidade que a investigação deve ter". Recorde-se que, tal como o CM noticiou, estão a ser transcritas pela Polícia Judiciária do Porto várias mensagens entre André Geraldes e o então presidente dos leões, apreendidas no âmbito da operação Cash Ball, por corrupção desportiva, e que se forem validadas pelo juiz - só caso tenham relevência criminal - deverão ser remetidas para o DIAP de Lisboa, onde se investiga todo o contexto de coação exercida sobre os atletas e que terminou com a invasão ao centro de estágios de Alcochete, a 15 de maio, e agressões aos jogadores e equipa técnica.

Há suspeitas que apontam para Bruno de Carvalho, já referidas pela GNR no processo, nomeadamente pelo clima que geraram as críticas do então presidente aos jogadores, pelas prestações desportivas, através de publicações no Facebook.

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