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Correio da Manhã

Portugal

Defesa de Renato Seabra prevê julgamento só em Fevereiro

O advogado de defesa de Renato Seabra prevê que o julgamento do jovem português, acusado do homicídio de Carlos Castro em Nova Iorque, tenha início apenas no final de Fevereiro, mais de um mês depois do previsto.
4 de Novembro de 2011 às 19:26
"De certeza que vai significar um adiamento. Se tudo correr bem, em Fevereiro teremos as audiências pré-julgamento. Diria que mais para o final de Fevereiro", diz o defensor de Seabra
'De certeza que vai significar um adiamento. Se tudo correr bem, em Fevereiro teremos as audiências pré-julgamento. Diria que mais para o final de Fevereiro', diz o defensor de Seabra FOTO: Valério Boto

O advogado David Touger falou à Lusa após mais uma audiência em tribunal do caso do jovem português, em que a procuradoria comunicou que só a 2 de Dezembro irá entregar o relatório do médico psiquiatra a quem pediu uma avaliação de Renato Seabra.         

Desta forma, o andamento do processo, cuja lentidão tem merecido críticas do juiz Charles Solomon durante as audiências, ficará pendente durante mais um mês, segundo adiantou Touger.         

"De certeza que vai significar um adiamento. Se tudo correr bem, em Fevereiro teremos as audiências pré-julgamento. Diria que mais para o final de Fevereiro", disse à Lusa o defensor de Seabra.         

O juiz tinha pedido na semana passada à procuradora que esclarecesse as próximas diligências relacionadas com a elaboração deste relatório psiquiátrico, que deverá contrariar um outro apresentado pela defesa, que sustenta o argumento de que o jovem português sofria de "doença ou debilidade mental" quando cometeu o crime, e que poderá conduzir a uma sentença mais ligeira.     

O QUE AINDA ESTÁ EM FALTA    

A procuradora Maxine Rosenthal referiu que será necessário um mês para elaborar o relatório, que resulta de um interrogatório de seis horas a Renato Seabra, repartido por dois dias, mas adiantou que não serão necessários novos encontros com o jovem português.         

Excluída está também a hipótese de a mãe de Seabra, Odília Pereirinha, ser interrogada pelo psiquiatra, depois de esta se ter disponibilizado para responder apenas por escrito.         

"O psiquiatra não quer entrevistá-la por escrito, portanto deixou de ser uma questão", adiantou o advogado.         

Segundo Touger, também estão ainda em falta análises de ADN do local do crime, de que estão encarregues o gabinete de medicina legal.         

Na anterior sessão no tribunal de Nova Iorque, Rosenthal entregou duas análises de ADN a Touger.         

Nas audiências pré-julgamento, a principal discussão será em torno da possibilidade de ser considerada válida a confissão que Seabra fez à polícia depois do crime, o que a defesa rejeita.

Por decisão do departamento penal de Nova Iorque, Seabra mantém-se detido em Rikers Island, medicado e sujeito a vigilância permanente.         

Recebe habitualmente duas vezes por semana a visita da mãe, Odília Pereirinha, que tem passado longos períodos em Nova Iorque.         

Seabra está acusado de homicídio em segundo grau pela procuradoria de Nova Iorque.         

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