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Correio da Manhã

Portugal
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DEFESA É UM INVESTIMENTO EUROPEU

A ministra dos Negócios Estrangeiros, Teresa Gouveia, defendeu ontem um maior empenho “humano e financeiro” da União Europeia e de Portugal na política comum de defesa, sublinhando que “tal não deve ser entendido como um gasto mas como um investimento”.
5 de Maio de 2004 às 00:00
“A política comum de segurança e defesa vai exigir um esforço suplementar dos europeus em termos humanos e financeiros”, alertou Teresa Gouveia na sessão de abertura de uma conferência sobre Política de Segurança e Defesa Comum, na Assembleia da República.
Teresa Gouveia sublinhou que para Portugal responder aos novos desafios em matéria de defesa “terá de reforçar o seu empenho nesta área”.
“Tal não deverá ser entendido como um gasto mas antes como um investimento na nossa segurança”, sublinhou a ministra dos Negócios Estrangeiros.
A ministra defendeu ainda que “a Europa devia ser menos consumidora e mais produtora de segurança” e, sobretudo depois do alargamento a 25 Estados-membros, “assumir a sua quota de responsabilidade pela segurança mundial”. Sobretudo depois do ‘11 de Setembro’.
Teresa Gouveia reafirmou ainda a posição do Estado português em desenvolver a política europeia de segurança e defesa (PESD) “em estreita articulação com a NATO”.
“Portugal é dos que mais tem a ganhar com uma complementaridade entre as duas instituições e mais a perder com uma visão concorrencial”, afirmou a ministra dos Neógicos estrangeiros, acrescentando que “até Junho” se deverá conseguir um acordo político relativo ao tratado constitucional europeu que irá definir estas matérias.
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