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Correio da Manhã

Portugal
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Deficiente motor ‘preso’ em casa

A casa passou a ser uma ‘prisão’ para Artur Lima, depois de os médicos lhe diagnosticarem uma doença neurológica que lhe afecta os movimentos. Passou a andar em cadeira de rodas e descer as escadas do 2º andar, onde vive, em Albufeira, transformou-se num pesadelo.
7 de Outubro de 2011 às 01:00
Artur sai de casa a arrastar-se nas escadas e precisa de ajuda para carregar a cadeira de rodas
Artur sai de casa a arrastar-se nas escadas e precisa de ajuda para carregar a cadeira de rodas FOTO: Nuno Jesus

O ex-funcionário hoteleiro, de 52 anos, ficou a saber, há um ano, que sofre de polineuropatia sensitivo motora, doença que afecta a sensibilidade dos membros. Esteve internado no Centro de Medicina de Reabilitação de São Brás de Alportel e, agora, só consegue sair de casa com a ajuda da esposa ou de vizinhos.

Solicitou ajuda à Segurança Social, para instalar um elevador para cadeira de rodas no edifício onde vive, mas foi recusada. "O prédio tem dois tipos de escadas e como tinham de instalar dois sistemas de elevador recusaram", explicou.

A solução passa por mudar para uma casa térrea mas com os problemas financeiros, após ter ficado desempregado, a hipótese é quase impossível. "A minha esposa ganha 485 €. Pagamos 350 € de renda e o restante nem chega para a comida. Temos vivido com a ajuda de familiares e amigos", admite Artur, que espera agora que a Câmara de Albufeira o ajude: "Gostava de sair sem chatear os outros e uma casa num rés-do-chão seria um sonho."

Fonte da autarquia admitiu analisar o caso, "desde que se enquadre nos critérios de apoio social", nomeadamente "se as pessoas não tiverem capacidade económica para resolver por si os seus problemas".

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