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Correio da Manhã

Portugal
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Deficientes na rua

Doze jovens adultos deficientes, com idades entre 0s 21 e os 30 anos, ficaram ontem sem qualquer apoio educacional devido ao encerramento do Centro de Reeducação Médico-Pedagógica de Portimão (CREMP).
27 de Fevereiro de 2010 às 00:30
O fecho da CREMP é dramático para os deficientes e suas famílias
O fecho da CREMP é dramático para os deficientes e suas famílias FOTO: Miguel Veterano Júnior

A situação, que resulta da implementação do decreto-lei 3/2008, que determina a inclusão das crianças e jovens com necessidades educativas especiais no ensino regular e levou a CREMP a ficar sem o correspondente apoio estatal, essencial ao seu funcionamento, deixou as famílias desesperadas.

"Devido à sua idade, os nossos filhos já não podem frequentar as escolas ‘normais’. Os colegas mais novos foram integrados, mas para eles não há qualquer resposta. Só lhes resta ficar em casa, sozinhos, o que é dramático para nós", referiram algumas mães ao CM.

Tanto as progenitoras como a directora da CREMP, Lila Abreu, bateram a todas as portas possíveis para resolver a situação, mas sem sucesso.

À falta de vagas em instituições na região acresce o facto de, depois dos 24 anos, os jovens deficientes só terem direito a um subsídio de 180 euros da Segurança Social. "É como se a partir dessa idade eles deixassem de existir", lamentaram.

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