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Correio da Manhã

Portugal
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Demolições no Algarve avançam na próxima semana

Máquinas devem começar pelas casas do núcleo do Farol na segunda-feira, 17 de abril.
Pedro F. Guerreiro 13 de Abril de 2017 às 08:23
Contestação conseguiu que das 369 demolições previstas inicialmente, agora só estejam previstas 47, mas as máquinas vão mesmo avançar na ilha da Culatra
Contestação às demolições da Polis nas ilhas da ria Formosa
Contestação conseguiu que das 369 demolições previstas inicialmente, agora só estejam previstas 47, mas as máquinas vão mesmo avançar na ilha da Culatra
Contestação às demolições da Polis nas ilhas da ria Formosa
Contestação conseguiu que das 369 demolições previstas inicialmente, agora só estejam previstas 47, mas as máquinas vão mesmo avançar na ilha da Culatra
Contestação às demolições da Polis nas ilhas da ria Formosa
As demolições de 31 habitações no núcleo do Farol da ilha da Culatra, na ria Formosa, deverão arrancar na próxima semana. O processo de destruição daquelas habitações, consideradas ilegais, vai acontecer durante um período máximo de duas semanas. Seguem-se depois as demolições das casas no núcleo dos Hangares, na mesma ilha.

Ao todo, em fevereiro e março a Sociedade Polis Ria Formosa tomou posse administrativa de 47 habitações - implantadas a menos de 40 metros da linha de água, do lado da ria Formosa - nos dois núcleos da ilha da Culatra.

Mas, pelo menos para já, o número de casas a ir abaixo será inferior, uma vez que os proprietários de várias habitações em ambos os núcleos apresentaram providências cautelares. Por isso, ao que o CM apurou, das 31 habitações que foram tomadas pela Polis no núcleo do Farol, apenas 27 deverão ser demolidas.

Também nos Hangares, onde existem 16 casas marcadas para ir abaixo, há várias providências cautelares já aceites pelo tribunal e que suspendem a demolição. De fora ficam casas consideradas de primeira habitação, de pescadores ou mariscadores, ou do lado da costa.

As casas que não foram para já afetadas pelas ações administrativas da Polis não estão em risco de demolição, pelo menos até estar terminado o novo Programa da Orla Costeira (POC). O documento, que vai começar a ser elaborado pela Agência Portuguesa do Ambiente, resulta da revisão do Plano de Ordenamento da Orla Costeira, em vigor desde 2005, e tem um prazo de conclusão de 15 meses.

Contactada pelo Correio da Manhã, fonte oficial do Ministério do Ambiente não confirmou o dia do início das demolições, mas tudo indica que seja já na segunda-feira, dia 17 de abril. O processo de demolições deverá acontecer nos meses de abril e maio e estar terminado até junho, quando começa a época balnear.
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