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Correio da Manhã

Portugal
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Demora da GNR liberta ladrão

Um grupo de populares apanhou um ladrão dentro de uma casa, em Loulé, mas o homem acabou por ser libertado devido à demora da GNR. Fizeram dois telefonemas e esperaram, em vão, mais de três horas, por uma patrulha. "Mais logo tinha de lhe dar almoço", ironiza Paulino Guerreiro, um dos populares.
17 de Outubro de 2011 às 01:00
Luís Santos e Paulino Guerreiro ajudaram Maria Antonieta que, na altura, estava sozinha em casa
Luís Santos e Paulino Guerreiro ajudaram Maria Antonieta que, na altura, estava sozinha em casa FOTO: Luis Costa

O gatuno, com cerca de 25 anos, é conhecido na zona e já tinha sido visto a rondar as casas na rua Alto de São Domingos na manhã de sábado. Os moradores ficaram de sobreaviso e, quando os cães da casa de Maria Antonieta Coelho, de 79 anos, ladraram, todos suspeitaram do que se passava.

"Ele tinha saltado um muro e estava no jardim", conta Luís Santos, de 58 anos, filho de Maria Antonieta. Este, com um amigo, Paulino Guerreiro, de 43 anos, e um cunhado perseguiram então o ladrão, acabando por apanhá-lo.

"Eram 10h45 quando liguei para a GNR a dizer que tínhamos apanhado um assaltante, mas disseram-me para esperar que não tinham patrulha disponível", relata Paulino Guerreiro,

O tempo foi passando e a Guarda continuou sem aparecer. Por volta das 14h00, e de novo do seu telemóvel, Paulino voltou a ligar à GNR. "A telefonista atendeu-me mas fartei-me de esperar e acabei por desligar. Depois, deixámos o ladrão ir embora", conclui. Ao CM, o Comando da GNR na região assegurou não ter conhecimento do caso mas admitiu que na manhã de sábado "houve diversas ocorrências em Loulé". O comando prometeu "averiguar o que se passou ".

LOULÉ ASSALTO LADRÃO GNR
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