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Correio da Manhã

Portugal
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Derrocada mata dois

José Vítor Pereira, dono da Auto Pereira e Figueiredo, uma oficina de automóveis, tinha comprado uma quinta em Ferreiros de Tendais, Cinfães há apenas alguns meses. Aproveitando o fim-de-semana prolongado, o empresário da Maia decidiu encerrar a oficina, mas pediu a dois funcionários que o ajudassem em obras na quinta. Por volta das 17h30, a tragédia sucedeu-se: um muro desabou e matou José, de 42 anos, e um dos empregados, Daniel Viana, de 32.
3 de Novembro de 2012 às 01:00
Maria Helena Santos e Agostinho Viana, pais de Daniel Viana estavam ontem chocados com a tragédia que vitimou o filho
Maria Helena Santos e Agostinho Viana, pais de Daniel Viana estavam ontem chocados com a tragédia que vitimou o filho FOTO: rafaela cadilhe

O outro funcionário sobreviveu, mas ficou em choque, uma vez que assistiu, impotente, à morte do chefe e do colega.

"O patrão era muito amigo de todos os funcionários e, por isso, eles ajudavam-no na quinta. Já não era a primeira vez, costumavam ir ao fim-de-semana. Infelizmente acabou desta forma, ficámos em choque", disse ao CM Maria Helena Santos, mãe de Daniel. A vítima residia em Leça do Balio e deixa órfãos dois filhos gémeos, de 6 anos, e um outro rapaz de 9.

José e Daniel estariam a escavar o muro com uma picareta, quando este desabou. Foram atingidos por três pedras de grande dimensão e ficaram inconscientes. Ainda foram retirados com vida pelos Bombeiros Voluntários de Cinfães, mas faleceram pouco depois.

A mulher de José ainda não sabia, ao fecho desta edição, que ele tinha falecido. Sabia apenas que sofrera um acidente.

Família foi buscar sobrevivente que estava em choque

O funcionário que assistiu à morte de José e Daniel ficou em completo estado de choque. Não conseguia explicar às autoridades, que estiveram no local, a forma como o trágico acidente ocorreu e a família teve mesmo que se deslocar a Cinfães para o trazer para a Maia, cidade onde reside. O sobrevivente sofreu ainda algumas escoriações, mas recusou receber tratamento hospitalar. Tal como Daniel, o homem tinha já ido muitas vezes ajudar o patrão nas obras da quinta que tinha adquirido recentemente.

Familiares preocupados com seguro

A família de Daniel mostrava--se ontem bastante preocupada com a forma como agora o seguro irá proceder, uma vez que Daniel não estava ao serviço da empresa, apenas ajudava o patrão na quinta. "Não sabemos como vai ser agora, estamos preocupados", disse Eduardo Barbosa, cunhado de Daniel.

 

 

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