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Correio da Manhã

Portugal
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Desafios da natureza vão obrigar a novas soluções contra os fogos

Diretor-geral do CM/CMTV alerta para a necessidade de capacidade de reação perante os novos fenómenos.
Alexandre Salgueiro 16 de Outubro de 2018 às 01:30
Octávio Ribeiro, diretor editorial do CM/CMTV, na conferência 'CM Não Esquece', em Oliveira do Hospital
Alexandrino Mendes, presidente da Câmara de Oliveira do Hospital, na conferência 'CM Não Esquece'
Painel da conferência 'CM Não Esquece', em Oliveira do Hospital
Conferência 'CM Não Esquece', em Oliveira do Hospital
Painel da conferência 'CM Não Esquece', em Oliveira do Hospital
Luís Lagos, presidente da associação das vítimas dos incêndios, na conferência 'CM Não Esquece', em Oliveira do Hospital
Painel da conferência 'CM Não Esquece', em Oliveira do Hospital
Octávio Ribeiro, diretor editorial do CM/CMTV, na conferência 'CM Não Esquece', em Oliveira do Hospital
Alexandrino Mendes, presidente da Câmara de Oliveira do Hospital, na conferência 'CM Não Esquece'
Painel da conferência 'CM Não Esquece', em Oliveira do Hospital
Conferência 'CM Não Esquece', em Oliveira do Hospital
Painel da conferência 'CM Não Esquece', em Oliveira do Hospital
Luís Lagos, presidente da associação das vítimas dos incêndios, na conferência 'CM Não Esquece', em Oliveira do Hospital
Painel da conferência 'CM Não Esquece', em Oliveira do Hospital
Octávio Ribeiro, diretor editorial do CM/CMTV, na conferência 'CM Não Esquece', em Oliveira do Hospital
Alexandrino Mendes, presidente da Câmara de Oliveira do Hospital, na conferência 'CM Não Esquece'
Painel da conferência 'CM Não Esquece', em Oliveira do Hospital
Conferência 'CM Não Esquece', em Oliveira do Hospital
Painel da conferência 'CM Não Esquece', em Oliveira do Hospital
Luís Lagos, presidente da associação das vítimas dos incêndios, na conferência 'CM Não Esquece', em Oliveira do Hospital
Painel da conferência 'CM Não Esquece', em Oliveira do Hospital
É necessário encontrar novas soluções que permitam dar maior capacidade de reação aos desafios colocados pela natureza", defendeu esta segunda-feira Octávio Ribeiro, diretor-geral editorial do CM/CMTV, na última conferência ‘CM Não Esquece!’ que se realizou em Oliveira do Hospital, um dos concelhos mais fustigados pelos fogos de 2017 - ardeu 97 por cento da zona florestal - e que mais vítimas mortais registou - 13.

Octávio Ribeiro referiu-se à problemática dos incêndios, mas também ao furacão que no fim de semana assolou o País. Sobre os incêndios alertou para o "grande problema" dos eucaliptos que "estão a nascer e a crescer de forma espontânea". O diretor-geral do CM/CMTV afirmou que a iniciativa ‘CM Não Esquece!’ surgiu para reunir opiniões de especialistas e população para evitar que os trágicos fogos de junho e de outubro de 2017, onde morreram 117 pessoas, se repitam.

"E se o primeiro caso já foi incompreensível, então o segundo é inaceitável", reforçou Octávio Ribeiro, esperando "que o apuramento de responsabilidades vá até ao fim". "O fogo tinha que ter sido controlado na primeira meia hora, mas não tínhamos meios", recordou Alexandrino Mendes, presidente da Câmara de Oliveira do Hospital. "Nunca vi uma coisa assim: choviam bolas de fogo a dois quilómetros da frente do incêndio", lembra o autarca que assume que a meio da noite teve que tomar a mais difícil decisão da sua vida: "A prioridade começou por ser a proteção das localidades, mas a partir de um certo ponto disse para deixarem arder as casas e salvarem as pessoas".

O autarca criticou o apoio dado à agricultura. "Neste setor tudo poderia ser diferente", disse. A mesma opinião tem Luís Lagos, presidente da Associação de Vítimas do Maior Incêndio de Sempre em Portugal: "É preciso uma aposta séria na agricultura endógena e mais incentivos à fixação de pessoas na região, mas também à natalidade". Cintra Torres, professor universitário, abordou a forma de comunicação dos incêndios e o empresário Fernando Brito disse que decidiu reerguer a carpintaria quando, "abraçado ao filho", viu pela primeira vez a destruição de que foi vítima.
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