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Correio da Manhã

Portugal
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DESAPARECE A CAMINHO DA ESCOLA

Um rapaz de 13 anos está desaparecido desde o início da manhã de segunda-feira, altura em que apanhou o autocarro para a escola, no concelho de Cinfães.
22 de Janeiro de 2003 às 00:00
A GNR de Cinfães admitiu ontem à noite que o rapaz possa ter apanhado um autocarro para o Porto, com o objectivo de seguir para Lisboa, cidade que “gostaria de conhecer sozinho”.

Durante a tarde pensou-se que Márcio Soares estaria em Catapeixe, Castelo de Paiva, a pouco mais de 10 quilómetros de casa, em Espadanedo. No entanto, as buscas da GNR de Castelo de Paiva, na área onde uma testemunha disse ter visto o rapaz, não deu resultados.
O alerta do desaparecimento foi dado pelas 18h00 de segunda-feira pela mãe de Márcio Soares, que não regressou da escola.

Segundo Maria Rosa Soares, o aluno saiu de casa pelas 08h10, para apanhar o autocarro que o levaria até à Escola Básica 2/3 de Souselo, onde frequenta o 8.o ano. "Ele nem sequer pôs os pés na escola", contou a mãe, explicando que os alunos têm um cartão magnético que regista as entradas e as saídas, e segundo informações do Conselho Executivo, Márcio Soares não utilizou o seu.

A mãe adiantou que o rapaz tinha aulas às 10h15, mas foi cedo para a escola porque combinara fazer um trabalho de grupo. "Era habitual eles reunirem-se na biblioteca para pesquisar e por isso não achei estranho", contou.

"Não sei o que terá levado o meu filho a desaparecer. Sempre foi um miúdo muito calmo, inteligente e responsável", adiantou Maria Rosa Soares, ainda sem explicações para o desaparecimento. Um amigo do Márcio Soares terá comentado que ele queria saber o preço de um bilhete ‘expresso’, com destino desconhecido, mas a mãe não acredita neste relato. "Os meus filhos, que estudam em Miranda do Corvo e Évora, passaram a noite à espera que chegasse à central de camionagem, mas nada", lamentou Maria Rosa.

O adolescente levou apenas a roupa que vestia, 20 euros que juntara nas últimas semanas e não tinha telemóvel.

As buscas da GNR de Cinfães e Castelo de Paiva não tinham dado resultados até ao princípio da noite e o caso foi comunicado ao Ministério Público.

FUGITIVOS DURANTE 48 HORAS

Uma família da Moita passou 48 horas de desespero nos primeiros dias deste mês com o desaparecimento de três rapazes, dois deles irmãos , de 13 e 14 anos, e o outro de dez.

As crianças, desaparecidas no dia 5, viriam a ser encontradas em Évora, todas bem de saúde.
A aventura dos três rapazes terminou quando uma funcionária do terminal rodoviário de Évora os reconheceu pelas fotografias que o nosso jornal publicou.

Os dois irmãos, acompanhados por um vizinho, foram ao cinema no Lavradio e no fim viajaram de comboio entre o Barreiro e Pegões. Pernoitaram na estação de autocarros desta localidade e no dia seguinte rumaram a Montemor-o-Novo, onde dormiram, num carro abandonado. Depois seguiram viagem até Évora e permaneceram nas instalações do terminal rodoviário. Quando tentavam comprar bilhetes para regressarem à Moita, foram reconhecidos e chamada a PSP.
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