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Correio da Manhã

Portugal
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Desemprego e pobreza preocupam Igreja

Os mais desfavorecidos centram as atenções dos prelados na quadra festiva. Atuação política não escapa às críticas.
Secundino Cunha 24 de Dezembro de 2014 às 23:44
Presépio do Vaticano exposto na Praça de São Pedro, em Roma
Presépio do Vaticano exposto na Praça de São Pedro, em Roma FOTO: EPA

Nas diversas mensagens de Natal, os bispos portugueses manifestam "grande preocupação" com o aumento da pobreza, do desemprego e da emigração, e voltam a afirmar que a família deve assentar na relação entre homem e mulher.

"São muitas as lágrimas de tantas famílias que se veem separadas pela emigração forçada devido à crise social que atinge o nosso país", diz o bispo do Porto, D. António Francisco dos Santos, lembrando que as suas orações, neste Natal, vão no sentido de pedir ajuda para todos os que estão "a viver a provação da falta de trabalho que o desemprego sem fim à vista provoca".

Também o arcebispo de Braga lembra, na sua mensagem, "todos os que são tocados pela necessidade", mas alerta para a necessidade de os políticos não se ficarem pelas palavras. "Como gostaria de verificar que as palavras dos políticos não fossem mero balbuciar de sons sem correspondência existencial", escreve D. Jorge Ortiga.

Já D. António Marto, bispo de Leiria, diz que "são necessários gestos concretos e não só palavras sonoras" e alerta que "não há Natal sem solidariedade".

Para D. José Cordeiro, bispo de Bragança, "a Igreja é a casa da inclusão e a mãe que abraça a todos", de uma forma muito particular, nesta altura de Natal: "Os doentes, os pobres, os desempregados, os excluídos, as famílias, as crianças, os jovens, os idosos e quantos precisam de pão, de paz, de dignidade, de alegria e de Esperança", concretiza.

Mas a família também está em destaque nas mensagens de Natal dos prelados portugueses. E se o arcebispo de Évora, D. José Alves, fala de uma família de Nazaré que, por ser pobre, não teve lugar na hospedaria, lembrando que hoje continua a haver famílias, crianças, jovens, adultos e idosos, que têm de "ficar nas ruas", o bispo da Guarda lembra que a família tem de assentar na relação entre um homem e uma mulher.

"Continua a ser verdade que o amor de um homem e de uma mulher que se escolhem um ao outro é condição indispensável para uma criança nascer e se desenvolver até atingir a plena maturidade humana", afirma D. Manuel Felício, acrescentando que "a família feita da complementaridade entre homem e mulher, pai e mãe, filhos e irmãos é a primeira escola de vida e de relação social".

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