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Correio da Manhã

Portugal
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DESPIQUE BAIRRISTA AO RUBRO

Frente a frente explosivo entre as claques da Madragoa e Mouraria. Pavilhão cheio. O despique entre claques começou muito antes das 21h50 de sábado, hora de início da terceira e última das noites de exibições do concurso das Marchas Populares de Lisboa 2004, que decorreu no Pavilhão n.º 1 do complexo desportivo do Benfica.
7 de Junho de 2004 às 00:00
Marcha de Benfica
Marcha de Benfica FOTO: Jorge Godinho
Aos gritos de, "e vem aí a Madragoa. Olé! Olé!", logo respondia a claque frenética da Mouraria com "Mouraria! Mouraria! Mouraria!". E o confronto repetiu-se durante minutos a fio e por vários períodos de tempo.
O mano a mano era prenúncio de uma noite de marchas populares de qualidade, onde o popular e o espectáculo andaram de mão dada.
O movimento e a originalidade da Madragoa, o sentimento e o canto da Mouraria, e os arcos de Carnide e de S. Vicente foram alguns dos pontos altos da noite.
Benfica, Campolide e Bela Flôr, cada marcha à sua maneira mostrou as suas raízes, de onde se destacam na primeira a beleza dos trajes das raparigas e na segunda a subtileza das pombas que inundaram o pavilhão.
A marcha da Bela Flôr com problemas de acabamento das roupas, havia marchantes a chorar no túnel de acesso ao pavilhão, acabou por protagonizar uma actuação de raiva e onde as deficiências foram sendo disfarçadas.
Após três noites de exibição das marchas populares, os primeiros dados estão lançados e o desfile na Avenida de Liberdade, em noite de Santo António, servirá apenas para tirar a prova dos nove sobre o desempenho de cada uma.
"O júri vai ter muito trabalho. Este ano as marchas estão melhores", desabafava um espectador à saída.
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