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Correio da Manhã

Portugal

DESPISTE DE MOTO PROVOCA COLISÃO ENTRE 32 VIATURAS

Um choque em cadeia envolveu 32 viaturas, ontem pelas 14h00, na Auto-Estrada do Norte (A1), zona de Alhandra. O acidente ocorreu no sentido Porto/Lisboa e provocou um verdadeiro caos no trânsito, já intenso devido ao fim-de-semana prolongado.
2 de Dezembro de 2003 às 00:00
As filas atingiram perto de 20 quilómetros, pois a Brigada de Trânsito da GNR foi obrigada a encerrar as três vias de circulação, naquele sentido, durante hora e meia.
Apesar do aparato, o choque em cadeia só provocou ferimentos ligeiros em dez pessoas. Transportadas aos hospitais de Vila Franca de Xira (oito) e S. José, Lisboa (duas), as vítimas, que receberam alta ainda durante a tarde, apresentavam traumatismos ligeiros, havendo apenas uma suspeita de fractura, num membro inferior de um motociclista envolvido no acidente.
“Todos os feridos são adultos”, adiantou ao CM o sargento-ajudante Figueiredo, da Brigada de Trânsito (BT) da GNR do Carregado, que comandou as operações no local.
Segundo o mesmo, a colisão teve origem no despiste de uma moto e envolveu o choque de outros 31 veículos, todos automóveis ligeiros.
Uma das viaturas, a que ficou em pior estado – um Volkswagen Golf preto – foi retirado da A1 quatro horas após o acidente.
“É o último dos veículos envolvidos”, esclareceu o sargento-ajudante Figueiredo, salientando que entre as 14h00 e as 18h00, a BT conseguiu retirar todos os destroços e viaturas sinistradas das três vias de rodagem do sentido Norte-Sul.
Estas, encerradas desde as 14h15 – hora a que a BT chegou ao local –, começaram a ser reabertas hora e meia depois.
“Reabrimos a primeira às 15h40, a segunda às 16h05 e pelas 16h30 a circulação foi retomada na totalidade”, informou o sargento-ajudante.
Mas as longas filas de trânsito, que atingiram perto de 20 quilómetros, demoraram a desaparecer: pelas 19h00, apesar de já se circular com alguma fluidez, ainda se registavam filas de 17 quilómetros. É que para além do aparatoso acidente, o dia de ontem foi de regresso para muitas pessoas que resolveram passar o fim-de-semana prolongado fora de casa.
O número tão elevado de viaturas envolvidas ficará também a dever-se à existência de uma curva que antecede o local do acidente e às más condições meteorológicas, com chuva, o que levou a esmagadora maioria dos automobilistas a só se aperceber do acidente quando se viu envolvida nele.
Isto terá sido o que aconteceu ao condutor do Volkswagen Golf preto, pois, segundo elementos da BT no local, o homem mostrava-se confuso: “Disse-nos que não sabia se tinha sido ele a chocar ou se alguém tinha chocado nele.”
O mesmo disse outro envolvido: “Foi tudo muito confuso. Não sei se fui eu que bati neles ou se me bateram e eu depois fui colidir com os outros.”
Mas, ainda segundo a BT, o local do sinistro não é o mais perigoso da A1. “Onde se costumam verificar mais acidentes é a uns cem metros daqui, onde há um pequeno declive seguido de curva.”
ACESSOS CONGESTIONADO
O trânsito intenso registado durante a tarde de ontem na A1 devido ao choque em cadeia não melhorou depois de retirados os destroços e as viaturas acidentadas: pelas 21h00, ainda havia filas até Aveiras, segundo um militar da BT. O mesmo referiu que apesar de a A1 ser a estrada onde se registavam os maiores problemas, também a Auto-estrada do Sul (A2) verificava grande afluência de viaturas com a circulação a processar-se com alguma dificuldade. E, para além destas duas principais estradas, todas as outras entradas na capital verificavam trânsito intenso. Refira-se que durante os dias de sábado e domingo a BT registou oito mortos em 1097 acidentes.
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