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Correio da Manhã

Portugal
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Despiste mata bombeiro de Braga

Os fortes ventos que se fizeram sentir na madrugada de ontem terão estado na origem do despiste de uma ambulância dos Bombeiros de Braga, ao quilómetro 16,5 da A3, provocando a morte do voluntário João Macedo Soares.
28 de Novembro de 2006 às 00:00
O homem, de 40 anos, casado e pai de duas filhas menores (sete e onze anos), tinha ido levar uma doente do Hospital de S. Marcos, em Braga, ao Hospital de S. João, no Porto. No regresso, em Covelas, Santo Tirso, ultrapassou um carro de assistência da Brisa, embateu no ‘rail’ do lado esquerdo e capotou, imobilizando-se na faixa da direita.
O motorista da Brisa disse que a ambulância ia a menos de 110 km/h e que terá sido o vento a provocar o encosto ao separador central.
João Soares, bombeiro há mais de 20 anos, tinha saído de Braga por volta da 1h00 e despistou-se às 2h10, no regresso.
O facto de não levar cinto de segurança, não obrigatório para os condutores de ambulâncias, poderá ter contribuído para o desfecho trágico, já que a carrinha, uma Mercedes Vito, não ficou muito danificada. “A viatura tem apenas uns riscos”, disse ao CM António Cerqueira, o comandante dos Voluntários de Braga.
Contactada pelo CM, fonte do Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil admitiu equacionar a questão do uso do cinto de segurança, sublinhando que “é necessário apurar se o que se ganha em operacionalidade, com o não uso do cinto, compensa a perda de vidas humanas”.
A morte deste bombeiro, motorista profissional, motivou críticas dos contestatários, que recentemente se demitiram, referindo que “é a consequência da falta de homens e do excesso de trabalho”. O comandante nega: “o homem estava dentro do horário de trabalho que cumpre há mais de uma década”.
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