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Correio da Manhã

Portugal
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Detido homem suspeito no caso do massacre de mais de 500 animais na Herdade da Torre Bela

GNR apreendeu ainda diversos documentos nos distritos de Lisboa, Santarém e Portalegre.
12 de Julho de 2022 às 18:54
GNR
Herdade da Torre Bela, Azambuja, onde foram abatidos 540 animais
GNR
Herdade da Torre Bela, Azambuja, onde foram abatidos 540 animais
GNR
Herdade da Torre Bela, Azambuja, onde foram abatidos 540 animais
Um homem de 53 anos foi hoje detido pela GNR por posse de munições proibidas, numa operação relacionada com o abate de 540 animais na Herdade da Torre Bela, em Azambuja, anunciou hoje aquela força policial.

Num comunicado, a GNR acrescentou que foram também apreendidos vários documentos nos distritos de Lisboa, Santarém e Portalegre.

A operação hoje efetuada está relacionada com uma investigação à montaria que ocorreu na Herdade da Torre Bela, em Azambuja, no distrito de Lisboa, em dezembro de 2020, e na qual foram abatidos cerca de 540 animais, entre os quais veados e javalis, e que provocou muita polémica.

Segundo a GNR, no decorrer desta operação foram apreendidos diversos documentos relacionados com a investigação, tendo ainda sido detido um homem de 53 anos por posse de munições de calibre proibido.

O detido será agora ouvido em primeiro interrogatório judicial para atribuição de medidas de coação e a GNR não adiantou se já foram constituídos mais arguidos no processo.

Na nota, a GNR adianta que a operação foi desenvolvida pelo Comando Territorial de Lisboa, através do Núcleo de Investigação de Crimes e Contraordenações Ambientais (NICCOA), sob orientação do Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Lisboa norte, que deram cumprimento a 14 mandados de busca, dos quais seis domiciliários e oito a empresas, nos distritos de Lisboa, Santarém e Portalegre.

A ação contou com o reforço da estrutura de investigação criminal dos Comandos Territoriais de Lisboa, Santarém e Portalegre da GNR e com o apoio da PSP.

Em 24 de dezembro de 2020, a Herdade da Torre Bela, onde dias antes tinham sido abatidos 540 animais, descartou à agência Lusa qualquer responsabilidade no sucedido, repudiando a forma "ilegítima" como decorreu uma montaria na sua propriedade e anunciou que ponderava recorrer à justiça para ser ressarcida dos prejuízos causados.

Em comunicado, a Herdade da Torre Bela garantiu que não teve qualquer responsabilidade no sucedido, sustentando que "não era a entidade exploradora da referida caçada nem organizou ou nela participou, direta ou indiretamente".

Na mesma nota, a herdade repudiava firmemente "a forma errada, ilegítima e abusiva como decorreu" a montaria, afirmando ainda que teve conhecimento do abate dos animais 'a posteriori' e apenas através da comunicação social".

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