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Correio da Manhã

Portugal
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Detidos membros de rede de burlas e falsificação de documentos

A Polícia Judiciária (PJ), numa vasta acção desenvolvida na quarta-feira passada, conhecida como operação 'Clone', deteve quinze pessoas, nove homens e seis mulheres, por indícios da prática de crimes de falsificação de documentos, burla, associação criminosa e branqueamento de capitais.
26 de Maio de 2011 às 14:10
PJ impediu que a organização se apoderasse de mais de dois milhões e 300 mil euros
PJ impediu que a organização se apoderasse de mais de dois milhões e 300 mil euros FOTO: Pedro Catarino

A investigação iniciou-se há cerca de oito meses e respeita à actuação de uma rede criminosa que se dedicava ao furto de cheques originais emitidos por grandes empresas, os quais eram posteriormente falsificados, no sentido de alterar os montantes indicados e o beneficiário desses títulos de crédito.

A PJ impediu que a organização se apoderasse de mais de dois milhões e 300 mil euros.

Só num dos cheques apreendidos, o montante tinha sido alterado para 500 mil euros.

Este dinheiro seria introduzido no circuito bancário, existindo já várias contas em nome de diversos titulares, para proceder à rotação do dinheiro e evitar a detecção do ilícito.

Na rede criminosa, agora totalmente desarticulada, encontravam-se envolvidos ex-funcionários bancários, perfeitamente conhecedores dos procedimentos inerentes a este tipo de transacções.

Quatro dos detidos são de nacionalidade estrangeira e parte deles têm antecedentes criminais pela prática de ilícitos semelhantes, sendo que três deles se encontram actualmente a ser julgados e outro se encontra em liberdade condicional.

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