Barra Cofina

Correio da Manhã

Portugal
3

Dez polícias investigados pela morte de português detido em Manchester

André Moura, de 30 anos, morreu numa carrinha da polícia.
Lusa 14 de Setembro de 2018 às 17:58
André Moura morreu num carro da polícia em Inglaterra
Momento da detenção de André Moura em Inglaterra
André Moura morreu num carro da polícia em Inglaterra
Momento da detenção de André Moura em Inglaterra
André Moura morreu num carro da polícia em Inglaterra
Momento da detenção de André Moura em Inglaterra
Dez agentes da Polícia da Grande Manchester, no norte de Inglaterra, estão a ser investigados pela morte do português André Moura após a sua detenção em julho, informou esta sexta-feira o organismo fiscalizador da polícia.

"Três dos agentes foram informados de que estão sujeitos a uma investigação criminal e os outros sete foram informados de que há uma indicação antecipada de que o seu comportamento pode ser considerado má conduta grave", indicou a Agência Independente para a Conduta da Polícia (IOPC).

Todos os dez agentes estiveram no local da prisão de André Moura, de 30 anos, no dia 6 de julho em Oldham, onde a polícia foi chamada perto das 23h30 em Oldham devido a um "incidente doméstico".

Após a detenção, Moura foi levado numa carrinha da polícia para o posto de Ashton-under-Lyne, onde foi encontrado inconsciente.

Uma ambulância levou o português para o Hospital Tameside, onde foi confirmado que morreu por volta das 01h30 horas de sábado, 7 de julho.

Uma primeira autópsia não encontrou as razões da morte, pelo que as autoridades aguardam o resultado de mais testes, incluindo toxicológicos.

Por ter morrido quando estava em custódia policial, a IOPC abriu uma investigação e entretanto recolheu e analisou imagens de videovigilância, filmagens feitas pelas câmaras usadas pelos agentes e vídeos feitos por cidadãos com telemóveis, além de ter interrogado vizinhos e testemunhas independentes.

A diretora regional do IOPC, Amanda Rowe, disse que a família estava a ser informada do decorrer da investigação.

"Este é um caso muito sério e complexo, envolvendo um grande número de funcionários, o que requer uma investigação independente completa e rigorosa. No entanto, informar aos policiais que eles estão sujeitos a uma investigação criminal ou de má conduta não indica culpa", vincou.
Ver comentários
Newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)