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Correio da Manhã

Portugal

Dezasseis anos de prisão por matar jovem "por engano"

José Teixeira foi condenado a pagar 102 mil euros de indemnização.
Sérgio A. Vitorino 14 de Outubro de 2020 às 08:13
José Teixeira foi condenado a 16 anos de prisão
Rúben Barreto tinha 18 anos
Crime ocorreu em agosto passado na Quinta da Princesa, no Seixal
José Teixeira foi condenado a 16 anos de prisão
Rúben Barreto tinha 18 anos
Crime ocorreu em agosto passado na Quinta da Princesa, no Seixal
José Teixeira foi condenado a 16 anos de prisão
Rúben Barreto tinha 18 anos
Crime ocorreu em agosto passado na Quinta da Princesa, no Seixal
José Teixeira, o homem de 35 anos que, em agosto do ano passado, matou por engano Rúben Barreto, de 18, na Quinta da Princesa, Seixal, foi condenado pelo tribunal de Almada a 16 anos de cadeia por homicídio qualificado (agravado pela utilização da arma). Foi ainda condenado a pagar uma indemnização de 102 500 euros aos pais da vítima.

De acordo com o Ministério Público, o tribunal deu como provado que “o arguido empunhou uma arma de fogo municiada, com a qual efetuou um disparo na direção do ofendido”. Atingiu-o na cabeça, matando-o, e fugiu. Foi localizado pela PJ de Setúbal na Holanda e extraditado, estando na cadeia desde novembro de 2019.

Tal como o CM noticiou, o homicida estava desavindo com um ex-cunhado devido a problemas decorrentes da guarda do filho. Ameaçou-o e foi ao bairro com uma pistola. A vítima mortal estava a conviver na rua com o rival de José Teixeira. Este homem foi agredido à coronhada e o homicida disparou na sua direção. A bala acabou por atingir Rúben Barreto na cabeça, quando o jovem fugiu da confusão. A vítima morreu nesse dia, no hospital.

pormenores

“Pena curta”
O crime de homicídio qualificado prevê uma pena entre os 12 e os 25 anos de prisão. José Teixeira apanhou 16 anos de cadeia, o que a família da vítima considera curto. Rúben Barreto tinha terminado os estudos há pouco tempo. Planeava emigrar com a mãe para o Reino Unido.

Mãe ouviu o tiro
A mãe da vítima estava em casa quando ouviu o tiro. Foi das primeiras pessoas a chegar junto a Rúben Barreto e assistiu aos esforços do INEM e bombeiros para salvarem a vida do jovem de 18 anos.
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