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Correio da Manhã

Portugal

Dezasseis polícias com stresse pós-trauma

Dois por cento dos cerca de 4700 efectivos da PSP de Lisboa sofrem de perturbações de stresse pós-traumático (PTSD). A conclusão é de um estudo feito no último ano – em que morreram três polícias na Amadora – pela Universidade Autónoma de Lisboa a várias divisões da PSP na cidade de Lisboa.
24 de Maio de 2005 às 00:00
O trabalho, coordenado pelo professor Silva Pinto, incidiu sobre uma amostra de 740 profissionais da Polícia, de diferentes postos, e identificou dezasseis casos. “A PSP está de parabéns. Julguei que as taxas fossem superiores às detectadas na população portuguesa”, explicou ao CM Silva Pinto.
Em 2002, um estudo idêntico aplicado à população portuguesa registou uma taxa de PTSD de 7,87 por cento. Na PSP, e de acordo com Silva Pinto, três factores contribuem para o valor reduzido da taxa de PTSD: a instituição em si, no que respeita à preparação do pessoal e ao espírito de corpo, as características da própria amostra e a possível atitude defensiva dos entrevistados.
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