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Correio da Manhã

Portugal
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Dezenas em dor no funeral de Inês

Menina de 13 anos morreu após ter caído em claraboia de prédio.
Luís Oliveira 17 de Setembro de 2017 às 09:33
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Rapariga caiu de uma claraboia não sinalizada.
Foi em silêncio que dezenas de pessoas se despediram, ontem à tarde, de Inês Esteves, a menina de 13 anos que morreu na sequência da queda desamparada pela claraboia de um prédio do bairro de Santa Eugénia, em Viseu.

A cerimónia fúnebre, realizada na Igreja Nova de Viseu, foi participada por muitas crianças e também pelo grupo de escuteiros ao qual pertencia a menina. Depois, o corpo foi transportado para o cemitério de Santiago, onde foi cremado por vontade da família.

O acidente aconteceu na quarta-feira ao início da tarde quando Inês brincava com uma amiga enquanto aguardavam a abertura de um centro de explicações. Por causas que estão a ser apuradas pela PSP, a menina caiu pela claraboia, que estava protegida com acrílico e dissimulada por arbustos. A estrutura partiu e Inês caiu 5 metros para um piso de garagens.

A família pede que se faça justiça e que se apurem responsabilidades, alegando que o espaço não estava sinalizado como perigoso.

"Aquilo que aconteceu à Inês podia ter acontecido a qualquer criança. Aquele espaço não tinhas as medidas de segurança para evitar acidentes como o que aconteceu. Alguém tem de ser responsabilizado e apelamos ao Ministério Público para apurar responsabilidades", referiu ao CM Pedro Loureiro, tio, lamentando afirmações de um fiscal da autarquia de Viseu "que insinuou que a menina é a única culpada".

O Ministério Público investiga as circunstâncias em que se verificou a queda mortal.
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