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Correio da Manhã

Portugal
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DINAMIZAR A VIDA ECONÓMICA DA REGIÃO

Rui Solheiro, presidente da Associação de Municípios do Vale do Minho, encara o programa 'Um Rio de Emoções' como uma forma de atrair turistas e investidores.
17 de Outubro de 2003 às 00:00
O autarca Rui Solheiro
O autarca Rui Solheiro FOTO: Secundino Cunha
- Correio da Manhã - Quais são os grandes trunfos que podem atrair turistas ao Vale do Minho?
Rui Solheiro - O Vale do Minho possui, antes de mais, incomparáveis condições naturais, que vão da ruralidade de Paredes de Coura até às praias na foz do Rio Minho. A paisagem é complementada por um vasto património histórico, uma grande oferta cultural e uma gastronomia riquíssima, abundante e bem confeccionada. São todas estas 'emoções' que são propostas aos visitantes num programa único, criteriosamente elaborado e, ainda por cima, a preços mais baixos, dado que estamos no Outono, uma época baixa.
- Que projectos e infra-estruturas podem contribuir para incrementar, num futuro próximo, o potencial turístico da região?
- Como é sabido, o Parque Nacional da Peneda-Gerês sempre foi um dos grandes pólos de atracção turística local. É nesse sentido que consideramos importante o investimento na 'Porta de Lamas de Mouro', que reunirá as funções de centro de informação e de selecção de entradas no parque. Realço ainda o Centro de Estágios de Melgaço e o Complexo Desportivo de Lazer.
- O Vale do Minho tem, no entanto, várias necessidades, que caressem de ser colmatadas, não concorda?
- É verdade. Reclamamos sobretudo um incremento na vida económica da região. Queremos um tecido empresarial mais forte, que possibilite a criação de riqueza e que ajude a fixar as populações, contrariando o êxodo dos mais jovens e o envelhecimento da população, que continuam a ser os maiores problemas da região.
- A iniciativa 'Vale do Minho - Um Rio de Emoções' pode ser um bom ponto de partida para dinamizar o comércio e o mercado turístico da região?
- Contamos com isso, pois sabemos que a nossa restauração e a nossa hotelaria estão prontas para o desafio. Por outro lado, queremos dinamizar o comércio, dando especial ênfase ao artesanato e aos produtos locais. Temos boas perspectivas de negócio no mercado português, mas não descuramos o mercado galego, que além de se situar mesmo aqui ao lado, significa um total de três milhões e meio de possíveis investidores.
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