Barra Cofina

Correio da Manhã

Portugal
1

DINHEIRO ERA O QUE EU DAVA

Lurdes David, mãe do padrasto de Joana, referiu ontem ao Correio da Manhã que o dinheiro que a criança levava consigo para fazer compras “só podia ser o que eu dava à mãe ou ao Leandro com certa regularidade, normalmente 10 ou 20 euros”.
24 de Novembro de 2004 às 00:00
Lurdes David respondia assim às afirmações, divulgadas ontem no ‘SIC 10 horas’, de Nídia Rochate, a proprietária do supermercado da Figueira onde a menina costumava fazer compras, segundo a qual Joana apareceu, dias antes do seu desaparecimento, “com notas”, quando antes só levava “moedinhas”.
Quanto ao facto, também revelado por Nídia Rochate, de tanto a menina como a mãe não gostarem de Carlos Pinto, o mecânico amigo de Leandro, constituído arguido por alegado envolvimento na ocultação do corpo da criança, que se encontrava alojado na casa da Figueira, Lurdes David disse nada saber, embora tenha manifestado alguma estranheza: “Se a Leonor não gostava dele, por que é que o recebeu? Ele dormia na sala, e às vezes no quarto da Joana, mas só a pedido dela, quando a menina queria ficar até mais tarde a ver televisão. Nunca me disseram nada disso”.
Lurdes David, a quem Joana chamava carinhosamente “avó”, acredita que a menina não está morta e admite que possa ter sido raptada ou mesmo vendida, não pondo, também ela, de parte a possibilidade de João Cipriano, o tio (actualmente detido em Olhão) a ter entregue para saldar eventuais “dívidas de droga ou outras”.
Por seu lado, o padrasto de Joana, António Leandro, confidenciou ao CM “só achar um pouco estranho que a Leonor tenha mandado a filha comprar conservas e leite no dia em que desapareceu”, uma vez que ele mesmo “tinha já abastecido a casa daqueles produtos”.
Já o facto de Joana se ter mostrado tristonha nesse dia fora antes confirmado ao CM por Lurdes e Sara David, irmã de Leandro, segundo a qual a menina “se isolou um bocadinho”, mas isto ”ainda antes da Leonor chegar”. “A mãe quis depois levá-la da minha casa, na Mexilhoeira, para a dela, um dia antes do combinado. Ainda perguntei à Joana se ela queria ir, mas ela respondeu-me apenas com um encolher de ombros”, recordou Lurdes David .
Ver comentários