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Correio da Manhã

Portugal
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Director da Deco defende que é necessário “controlar direitos” dos consumidores

Luís Silveira Rodrigues, director da Associação Portuguesa de Defesa do Consumidor (Deco), defendeu que para combater a crise financeira é preciso "controlar melhor" os direitos dos consumidores, acusando o poder político de estar apenas centrado nas empresas e de esquecer os compradores.
24 de Janeiro de 2012 às 11:33
Associação Portuguesa de Defesa do Consumidor
Associação Portuguesa de Defesa do Consumidor FOTO: Natália Ferraz

"A forma de resolver estas crises não é retirando direitos aos consumidores, mas reforçando os que existem, isto não quer dizer criar mais direitos, mas sim controlá-los melhor ", defendeu o director Deco, Luís Silveira Rodrigues.

Para o director da Deco, parte da situação financeira actual é resultado de uma "ineficaz regulação de determinados sectores de actividade" e da falta de aplicação das normas existentes, como aconteceu com a banca que concedeu empréstimos a famílias "ultrapassando todas as normas de prudência”, uma vez que as famílias estão a atingir "graus de endividamento insuportáveis".

Para Luís Silveira Rodrigues, o pensamento e actuação dos governantes também está no sentido errado: "O que sentimos da parte do poder político e da Comissão Europeia é que é preciso salvar a economia e a economia são as empresas". "A grande preocupação da União Europeia é a regulação do mercado interno e, no segundo nível, a protecção do consumidor", lembrou. 

Para o responsável da Deco, o discurso vai "no sentido errado" uma vez que "não será desta maneira que se vai resolver a crise nem evitar que surjam crises semelhantes".   

Luís Silveira acredita que "2012 ainda será um ano de grande preocupação para os consumidores", esperando que 2013 seja finalmente "um ano de viragem". 

DECO Consumidores Consumo Crise Direitos Empresas
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