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Correio da Manhã

Portugal
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Diretor de prova fatal culpa polícia por mortes no Rali da Lapinha

Mecânico e organizadores da prova julgados por homicídio. Caso remonta a 2014.
Liliana Rodrigues 14 de Fevereiro de 2019 às 08:46
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Mecânico e organizadores da prova julgados por homicídio. Caso remonta a 2014.
"Não tive hipótese de decidir onde eram colocados os elementos da polícia. Disseram-me que era a polícia que decidia, porque eles é que sabiam."

A afirmação foi repetida várias vezes por Eduardo Crespo, presidente do Motor Clube de Guimarães e que foi diretor da prova do Rali da Lapinha, em setembro de 2014, na qual morreram três pessoas que estavam a assistir à prova desportiva.

O julgamento começou esta quarta-feira no Tribunal de Guimarães e senta no banco dos réus cinco elementos do Motor Clube de Guimarães e um mecânico, acusados de homicídio por negligência.

Um dos assistentes no processo, que viu a mulher e o filho morrerem no despiste do veículo, exige uma indemnização superior a meio milhão de euros.

Na sessão, também o vice-presidente do Motor Clube de Guimarães, João Júlio Castro, atirou a culpa para a polícia. "Eles não quiseram ouvir as nossas sugestões. Disseram que ou fazíamos a prova como eles queriam ou não havia prova", afirmou o dirigente.

"Várias vezes perguntei se podia colocar comissários nossos em locais estratégicos, mas recusaram sempre. Tinha de ser pessoal fardado", afirmou Crespo, referindo que o número de elementos das várias forças policiais destacados para a prova - 35 - foi decisão da polícia.

O mecânico que fez a revisão ao carro também negou qualquer culpa. "Sabia que o carro tinha alterações, mas não fui eu que as fiz", disse sobre a peritagem ao veículo, que detetou alterações ilegais.
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