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Correio da Manhã

Portugal
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Disparam os assaltos armados a ourivesarias

O ano de 2006 ainda não acabou e já se contabilizam, no total do País, 60 assaltos a indústrias ligadas ao sector da ourivesaria. Os primeiros nove meses do ano foram analisados pela PSP e constatou-se que os números das ocorrências superaram os de 2005, ano em que se registaram 47 assaltos. Nos últimos quatro anos, os números não pararam de aumentar.
19 de Novembro de 2006 às 00:00
Estes e outros dados ligados à (in)segurança do sector da ourivesaria foram ontem apresentados durante um encontro com ourives e industriais da área, em Gondomar, onde foi apresentado o ‘Manual de Boas Práticas”, que pretende elucidar os comerciantes sobre os procedimentos de segurança a seguir.
“O ‘manual’ é um princípio para ajudarmos os comerciantes a saberem como se prevenir dos assaltos e, por outro lado, como devem reagir caso estes aconteçam”, explicou o capitão Paulo Machado, durante a apresentação. Elói Viana, da Associação dos Industriais da Ourivesaria e Relojoaria do Norte, concorda. Ao CM explicou a preocupação da associação com “a criminalidade crescente, que já ultrapassou a fase dos assaltos a ourivesarias, afectando agora também os grossistas e os industriais”.
Elói Viana sublinhou ainda “o preocupante aumento das agressões durante os assaltos, algo que antes não era tão frequente”.
O comissário da PSP Pedro Marques explicou a diferença entre furto e roubo. “Um roubo implica agressão, enquanto num furto não há contacto entre assaltantes e comerciantes (durante a noite através de arrombamento ou assalto subtil).
Segundo Pedro Marques o número de roubos está a aumentar, superando os furtos. “Enquanto em 2005 os roubos ocorriam maioritariamente de manhã, este ano verificou-se que o horário de encerramento dos estabelecimentos começa a ser o preferido pelos ladrões. No fim-de-semana o número de ocorrências diminui”, explica.
As Áreas Metropolitanas de Lisboa e Porto são as mais afectadas, e os grupos de dois ou três assaltantes são mais frequentes que os ladrões solitários. O meio de coacção mais utilizado continua, nos roubos, a ser a arma de fogo.
ROTINAS DIVERSIFICADAS
O representante de uma empresa de ourivesaria do Grande Porto, que preferiu não se identificar, garantiu seguir todos os procedimentos de segurança. “Nunca faço o mesmo caminho, diversifico as rotinas e tenho um sistema de videovigilância”, explicou, acrescentando que “nunca em 86 anos de actividade a sua empresa foi assaltada”. “O ‘manual’ é fabuloso”, elogiou o ourives.
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