Comerciantes ainda estão à espera dos valores prometidos pelas autoridades; decreto regional vai estabelecer regras de controlo e distribuição.
Os donativos que instituições e anónimos cederam à Região Autónoma da Madeira, após o forte temporal de 20 de Fevereiro, já chegam a cinco milhões de euros. Segundo apurou o CM junto do secretário Regional do Plano e Finanças, Ventura Garcês, amanhã vão ser conhecidos os valores presentes na candidatura ao Fundo de Solidariedade, atribuído pela Comissão Europeia, e as verbas que o Estado português vai doar à região. Segundo o responsável, 'algum deste dinheiro vai ser afecto à construção de 50 apartamentos para realojar famílias', explicando que 'todo o dinheiro vai ser regulado por um decreto legislativo regional, que estabelece regras de controlo e distribuição'.
Quem desespera pelos apoios, que tardam em chegar, são os comerciantes. João Nóbrega, 68 anos, é proprietário da sapataria S. João, na Baixa do Funchal. Durante a enxurrada perdeu tudo o que tinha na loja: sete mil pares de sapatos e todo o mobiliário. O problema é que 'nem o seguro nem o dinheiro que foi prometido pela câmara vêm', diz. A sapataria já está a funcionar, porque pediu 'algum dinheiro emprestado a familiares'. Situação diferente é a de José Azevedo, que mantém um pequeno bazar no Mercado dos Lavradores. 'Porque tenho uma empresa, ainda recebi 2500 euros, dados pelo BES a 120 empresas.' Conceição Estudante, secretária Regional do Turismo e Transportes, reconhece que os 'processos de compensação são sempre longos'. n
Os donativos, essencialmente, foram directamente depositados no Fundo de Apoio à Reconstrução da Madeira, numa conta do BANIF gerida pelo Governo Regional, e que contava até ontem com cerca de um milhão e setecentos mil euros, doados por 222 entidades, entre empresas e anónimos. Cerca de 3,3 milhões de euros foram doados directamente por algumas empresas a várias instituições, como a Cruz Vermelha Portuguesa, entregues directamente aos municípios mais afectados pelo temporal de Fevereiro, a associações de desenvolvimento ou à Cáritas. Houve ainda empresas que doaram materiais de construção e mobiliário.
A Secretária Regional do Turismo da Madeira, Conceição Estudante, assegura que a ocupação hoteleira no período da Festa da Flor, que começou na quarta-feira e acaba hoje, é de 85 por cento.
MAIOR DONATIVO
O grupo Jerónimo Martins foi o que mais contribuiu para a conta gerida pelo Governo Regional no Banif, com um milhão de euros. Muitas das transferências foram feitas por anónimos
CRUZ VERMELHA
A Campanha Arredonda, da Sonae, e a linha telefónica criada pela RTP geraram uma receita que já passou um milhão de euros. O destino é a Cruz Vermelha Portuguesa.
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O grupo Jerónimo Martins foi o que mais contribuiu para a conta gerida pelo Governo Regional no Banif, com um milhão de euros. Muitas das transferências foram feitas por anónimos
CRUZ VERMELHA
A Campanha Arredonda, da Sonae, e a linha telefónica criada pela RTP geraram uma receita que já passou um milhão de euros. O destino é a Cruz Vermelha Portuguesa.
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O grupo Jerónimo Martins foi o que mais contribuiu para a conta gerida pelo Governo Regional no Banif, com um milhão de euros. Muitas das transferências foram feitas por anónimos
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A Campanha Arredonda, da Sonae, e a linha telefónica criada pela RTP geraram uma receita que já passou um milhão de euros. O destino é a Cruz Vermelha Portuguesa.
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