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Correio da Manhã

Portugal
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DOCENTES ALARMADOS COM O DESEMPREGO

O Sindicato de Professores da Região Centro (SPRC) anunciou ontem que mais de 14 mil docentes estão contratados a prazo, seis mil têm horários zero e 25 mil encontram-se desempregados, uma situação de instabilidade "que já assume dimensões alarmantes".
23 de Setembro de 2002 às 23:19
O SPRC considera que o "panorama das escolas continua bem menos alegre do que o Governo tenta passar à sociedade", apontando o aumento do desemprego como um dos principais problemas que subsistem no sector da educação.

Mário Nogueira, presidente do SPRC, adiantou que dos 14 mil professores contratados a prazo, três mil são da região Centro, "um número que, como no resto do País, subiu na região". Dos seis mil com horários zero, 1.500 são do Centro, onde o total de professores desempregados é de seis mil.

Segundo o Ministério da Educação, 14 571 docentes ficaram sem leccionar este ano. As listas definitivas de colocação nos mini-concursos disponibilizaram, a nível nacional, 6 833 horários, dos quais 1 203 completos (menos 50% do que o ano passado) e 5 680 incompletos (menos 10%, relativamente a 2001).

Dos 21.454 docentes dos 2.º e 3.º ciclos do ensino básico e do ensino secundário que, segundo o Ministério da Educação, não conseguiram colocação no concurso nacional deste ano, apenas 32 por cento ficaram colocados nos concursos regionais.

Em 2001, os mini-concursos disponibilizaram, a nível nacional, 9 666 horários (completos e incompletos). Mais de 27 mil docentes que não conseguiram colocação na segunda fase do concurso nacional condidataram-se naquele ano aos concursos regionais.

Refira-se que, em entrevista publicada no Suplemento do Ensino Superior que acampanha a edição de hoje do Correio da Manhã, o ministro da tutela, Pedro Lynce, afirma: “O Governo não pode continuar a assistir a esta situação, que é todos os anos estarmos a largar para o desemprego milhares de jovens, o que vai obrigar já em 2003/2004 a reduzir o número de vagas no que se refere à formação de professores”.

Para o SPRC, para melhorar o ensino é ainda necessário "reduzir o número de alunos por turma, legislar no sentido de professores e educadores poderem aposentar-se com 30 anos de serviço, limitar o número de anos de escolaridade por professor no 1.º ciclo, reduzir o número de turmas por professor, garantir os indispensáveis apoios às crianças com necessidades educativas especiais e autorizar os projectos de desenvolvimento pedagógico".
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