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Correio da Manhã

Portugal

Docentes de Inglês pressionam Governo

Os professores de Inglês querem que o Ministério da Educação (ME) clarifique qual o perfil dos docentes que irão dar aulas da disciplina no 1.º ciclo, bem como qual a qualificação necessária.
23 de Abril de 2005 às 00:00
A articulação entre o 1.º e 2.º ciclo é uma das preocupações dos professores da disciplina
A articulação entre o 1.º e 2.º ciclo é uma das preocupações dos professores da disciplina FOTO: D.R.
O ME anunciou em Março que cerca de duas mil escolas do 1.º ciclo vão leccionar Inglês aos alunos do 3.º e 4.º anos, já a partir do próximo ano lectivo. A medida abrange 50 mil alunos, que terão a disciplina três horas por semana em regime extracurricular. Apesar de ser uma medida consensual, ainda há divergências no meio docente.
O presidente da Associação Portuguesa de Professores de Inglês (APPI), Alberto Gaspar, defende que os docentes do 2.º ciclo são os mais indicados para avançar para o ensino da disciplina no 1.º ciclo.
Uma das vozes que defende a participação do professor do 1.º ciclo no processo é Albertina Palma, presidente do Conselho Directivo da Escola Superior de Educação de Setúbal. “O professor generalista tem um papel que não deve ser esquecido, pode até nem ser ele a ensinar Inglês, mas tem de participar e de ter formação”, afirmou, durante o 19.º Congresso Anual da APPI. A docente frisou que “o Ministério da Educação deve começar por definir claramente quais as competências de ensino do Inglês no 1.º ciclo, assim como o perfil dos professores”.
A articulação entre o 1.º e 2.º ciclo é outra das preocupações dos docentes de Inglês. Sendo uma disciplina extracurricular, poderá excluir do projecto os professores do 1.º ciclo. “Todas as soluções trazem problemas, mas a questão é saber se o que existe está bem. Creio que há o reconhecimento de que é preciso introduzir alterações”, explicou Vasco Graça, representante do ME.
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