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Correio da Manhã

Portugal
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DOCENTES GANHAM TEMPO

O Ministério da Educação prolongou até à próxima terça--feira o prazo, que terminaria amanhã, de concurso para a afectação a escolas dos professores dos quadros de zona pedagógica, destacamento por condições específicas e preferência conjugal. Assim respondeu à reivindicação dos docentes que não conseguiram realizar a candidatura pela via electrónica, a única possível.
4 de Setembro de 2004 às 00:00
Ontem de manhã, o ambiente na Direcção Regional de Educação de Lisboa (DREL) era de desespero. Ali reuniram-se dezenas de docentes que não tinham conseguido, em casa, aceder ao ‘site’ da Direcção-geral dos Recursos Humanos da Educação (DGRHE), onde deviam formalizar a candidatura.
Na DREL, também era difícil. “Em três horas, só uma pessoa conseguiu”, disse Conceição Ribeiro, professora de Geografia, vinda de Rio Maior para obter ajuda.
Ao final da tarde, em conferência de Imprensa, o secretário de Estado da Administração Educativa, José Manuel Canavarro, disse que “o alargamento de dois dias é suficiente para resolver a situação”.
O Ministério decidiu também alargar o prazo de atendimento nos ciberpontos à disposição dos docentes hoje, segunda e terça-feira.
MENOS DESTACAMENTOS
“Até às 17h00 [de ontem], mais de 50 por cento dos professores tinham enviado os formulários relativos à afectação, ou seja, 18 000 professores”, disse o secretário de Estado, garantindo que 5000 processos sobre pedidos de destacamento estavam concluídos, quando a estimativa apontava para 35000.
“Alguns professores podem ter visto satisfeitas as suas pretensões de mobilidade na fase anterior do concurso e, portanto, agora não o farão”, justificou José Manuel Canavarro. A decisão de prolongamento do prazo de concurso foi saudada por todos os sindicatos da Educação, nomeadamente os filiados na Fenprof e na FNE, que haviam instado a tutela naquele sentido. A FNE congratulou-se, igualmente, com o despacho de 1 de Setembro do ministro das Finanças visando a renovação dos contratos dos trabalhadores não docentes com termo a 31 de Agosto.
ESCOLA DE VILA REAL ESQUECIDA
O director de uma escola secundária em Vila Real sustentou ontem que o estabelecimento foi “esquecido” na lista de vagas para quadros efectivos de professores, alegadamente devido a um “erro informático”. Fonte oficial do Ministério da Educação disse desconhecer o caso.
O presidente do Conselho Executivo da escola Camilo Castelo Branco, Fernando Gomes, afirmou que os professores ficaram “surpreendidos” quando constaram a exclusão da escola (com cinco vagas) da lista, divulgada terça-feira pelo Ministério da Educação.
A ministra da Educação, Maria do Carmo Seabra, afirmou anteontem que, além desta lista definitiva para a colocação de professores, tem uma segunda susceptível de ser accionada caso os tribunais dêem razão aos docentes que avançaram com providências cautelares. Estas foram interpostas por professores que reclamaram contra a exclusão da lista provisória e viram atendidas as respectivas reclamações.
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