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Correio da Manhã

Portugal
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Doença da língua azul já matou 20 ovelhas

A doença da língua azul continuava ontem a fazer vítimas entre o rebanho de 500 ovelhas de uma exploração em Barrancos. Ao início da tarde, junto à carrinha de caixa aberta, Celestino Cortegano, proprietário da pecuária afectada pela doença, já tinha amontoado perto de duas dezenas de cadáveres.
26 de Setembro de 2007 às 00:00
Celestino Cortegano já recolheu 20 animais sem vida
Celestino Cortegano já recolheu 20 animais sem vida FOTO: Alexandre M. Silva
“Tenho o rebanho há cerca de quatro anos e nunca tive problemas. Nesta semana 20 ovelhas apareceram mortas e outras poderão vir a falecer”, referiu o homem de nacionalidade espanhola enquanto recolhia animais mortos na sua propriedade, conhecida como Monte dos Nogais.
A doença, que provoca o congestionamento total do aparelho respiratório dos ruminantes (ovelhas, vacas e cabras) e a alteração da cor da língua para um tom azulado, não tem risco para a saúde pública. Transmite-se por picada de mosquito e manifesta-se nas primeiras sete horas.
A Direcção-Geral de Veterinária esteve no local e procedeu ao isolamento da exploração, que contém ainda 200 porcos pretos. Além do sequestro e recolha dos cadáveres, foi ainda proibida a circulação de animais no Sul do País.
No Sul de Espanha, a doença foi detectada em explorações na zona de Cádiz e Huelva. Cada produtor recebeu 100 euros por animal afectado.
Sebastião Rodrigues, da Associação de Agricultores de Serpa, sublinhou que para já a única ajuda passa por prevenir a propagação da língua azul “pulverizando os animais e os locais onde pernoitam com um produto repelente que afasta os insectos”.
Sebastião Rodrigues mostra-se preocupado com a situação, apelando aos criadores para que desinfectem o gado e as explorações.
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