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Correio da Manhã

Portugal
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Doença crónica para queimados

Doentes querem ter benefícios, como a isenção do pagamento de taxas moderadoras.
João Saramago 16 de Maio de 2015 às 13:52
Silvana Pereira (foto pequena), 28 anos, sofreu queimaduras de 2.º e 3.º graus aos três anos de idade
Silvana Pereira (foto pequena), 28 anos, sofreu queimaduras de 2.º e 3.º graus aos três anos de idade FOTO: Rui Minderico
Os doentes queimados crónicos reclamam o estatuto de doente crónico. A sua inclusão no Plano Nacional de Saúde daria vários benefícios, como a isenção do pagamento de taxas moderadoras.

O médico cirurgião Celso Cruzeiro, que preside à Associação Amigos dos Queimados, sublinha que "atualmente não há comparticipação em nenhum medicamento ou creme, apesar de serem doentes que necessitam de cuidados médicos permanentes para o resto da vida". Por ano, são internadas nos hospitais mil pessoas com queimaduras graves, 70 das quais acabam por não sobreviver.

Silvana Pereira, 28 anos, que sofreu queimaduras de 2º e 3º graus no banho quando tinha 3 anos, explica ao CM que a pele queimada não transpira, pelo que "é necessário aplicar cremes hidratantes com muita frequência". O IX Congresso Nacional de Queimados termina este sábado, em Troia (Grândola).
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