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Correio da Manhã

Portugal
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Doente psiquiátrico duas horas em táxi

Joaquim Santos, taxista, esperou mais de duas horas para que o Hospital Curry Cabral (Lisboa) readmitisse um doente do foro psiquiátrico.
29 de Agosto de 2007 às 00:00
Joaquim Santos continua à espera de resposta
Joaquim Santos continua à espera de resposta FOTO: Duarte Roriz
Na noite de sexta-feira, o hospital pediu um táxi para transportar um paciente de regresso ao Lar CampoLar, em Campo de Ourique. “Pediram-me para levar o doente. Quando cheguei ao CampoLar disseram-me que não o podiam aceitar porque tinha sido violento e que seria para ficar no hospital”, explicou Joaquim Santos. O taxista regressou ao Curry Cabral pelas 21h30: “Falei com a psiquiatra de serviço que me disse não ter nada a ver com o assunto, que não me iam pagar a viagem e para o devolver ao lar. Chamou-se a polícia e só à meia-noite e meia é que a situação ficou resolvida.”
Entretanto, explicou, “a viagem continua por pagar”. Nessa noite, não voltou a trabalhar, pois o doente “urinou no carro”. “O problema não é o dinheiro do serviço. Não entendo é como é que se mete uma pessoa sedada num taxi para entregar num lar.”
José Almeida, proprietário do CampoLar, confirmou ter “encaminhado o doente ao hospital, através dos bombeiros” na sexta-feira. “Não podíamos aceitar de volta um doente violento, que não estava em condições e que já tinha tentado suicidar-se”, reforçou, questionando: “Como é que se dá alta a alguém que não tem qualquer controlo sobre si próprio?”
O CM contactou a administração do hospital Curry Cabral, mas não obteve qualquer esclarecimento até ao fecho desta edição.
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