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Correio da Manhã

Portugal
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DOENTES CONTRA A FALTA DE MÉDICO

Uma funcionária administrativa ficou ontem retida durante 20 minutos na Extensão de Saúde do Olival, no concelho de Ourém, na sequência de um protesto de utentes que pedem a substituição do médico da freguesia, ausente, de baixa, há quatro meses e meio.
19 de Junho de 2002 às 23:11
A situação apenas se resolveu quando os 200 manifestantes abandonaram o local, às 13h20, e se dirigiram para o Centro de Saúde de Ourém (CSO), de onde seguiram para a Câmara Municipal, a fim de reunirem com o presidente David Catarino, que prometeu levar o assunto ao ministro da Saúde.


O presidente do município considera que "o que se está a passar é vergonhoso" e garantiu que vai pedir uma audiência ao ministro da Saúde para se resolver o problema.


Esta é a segunda vez no espaço de uma semana que a população do Olival se manifesta devido à falta de médico. Os moradores da freguesia queixam-se que são obrigados a ir a um clínico particular ou ao CSO, onde são mal recebidos, afirmam.


Há oito dias, como solução provisória, a direcção do CSO escalou um médico substituto para se deslocar nas manhãs de quarta e quinta-feira à Extensão do Olival, que tem 1800 utentes. Mas, esta semana, o clínico não apareceu, o que levou a população de novo para a rua. "É inadmissível", criticava Odete Vieira, uma das manifestantes.


De acordo com a directora do Centro de Saúde de Ourém, Cândida Santos, o médico substituto não se deslocou ao Olival porque ontem estava "escalado de urgência" e hoje é feriado municipal. Todavia, na próxima semana vai retomar as consultas até a situação do médico que está de baixa ser clarificada.
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