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Correio da Manhã

Portugal
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DOENTES ROUBADOS EM HOSPITAL

Cartões de crédito de dois utentes do Hospital Distrital de Vila Real foram roubados dentro daquelas instalações, tendo um deles, posteriormente, vindo a falecer, facto que não impediu os larápios de voltarem a utilizar por mais duas vezes o cartão, dado a família do falecido não ter encerrado a conta bancária referente ao cartão. Em ambos os casos, os códigos estavam nas carteiras.
17 de Setembro de 2002 às 21:53
Depois de algum tempo de acalmia, os roubos regressaram, assim, ao hospital havendo a registar duas queixas na PSP de Vila Real.

No primeiro furto a lesada foi a esposa de um paciente que se encontrava internado no 4.º Piso, Cardiologia, com o qual foram realizados levantamentos em caixas multibanco, no máximo do valor que o cartão permitia em cada dia, compras num supermercado e numa loja de pronto-a-vestir, em ambos os casos na cidade da Régua.

O segundo cartão foi furtado a um doente internado no 3.º Piso - Medicina A, com o qual fizeram levantamentos em dinheiro, na caixa multibanco existente dentro do próprio hospital, no mesmo dia em que foi detectado o seu desaparecimento.

Como o utente veio a falecer alguns dias depois, no Instituto Português de Oncologia, no Porto, permitiu aos amigos do alheio voltar a fazer levantamentos em dias seguidos, 9 e 10 de Setembro, numa unidade bancária de Vila Pouca de Aguiar. A Administração do hospital e a ARS-Norte não quiseram comentar o caso.

Queixas já não são novidade

Os roubos já não são novidade no Hospital Distrital de Vila Real. Já no Verão do ano passado, como o CM noticiou na altura, dezenas de roubos foram praticados dentro das instalações daquela unidade de saúde.

Tudo servia para os carteiristas: casacos, carteiras, porta moedas e o que tivesse valor monetário. E no início do corrente ano aconteceram, ainda, três roubos num escasso período de tempo, em zona restrita a médicos de consultas de clínica geral, o que leva um lesado, médico, que pediu o anonimato a dizer que, "o modus-operandi é o mesmo utilizado há uns meses”.

Os lesados dos casos agora verificados apresentaram queixa na PSP de Vila Real, estando o caso entregue às Brigadas Anti-Crime, que têm como primeiro obstáculo o facto de "naquele hospital entrar e sair quem quer, a qualquer hora do dia, sem qualquer tipo de controlo".

Os agentes queixam-se, ainda, da falta de colaboração do pessoal que trabalha no hospital para que as investigações prossigam.
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