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Correio da Manhã

Portugal
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DOIS GNR DETIDOS A CAÇAR ILEGALMENTE

O comandante e um soldado da GNR, destacados no Posto de Idanha-a-Nova, foram detidos na madrugada de ontem, por colegas, por suspeita de estarem a caçar de forma ilegal, uma vez que a abertura oficial da época venatória só ocorre em Agosto, com a campanha da caça às rolas.
30 de Julho de 2003 às 00:00
Segundo um elemento da corporação, os dois militares foram surpreendidos numa propriedade do concelho por uma brigada do Serviço de Protecção da Natureza e do Ambiente (SEPNA), da GNR.
A detenção, no entanto, só seria efectuada após a intervenção do Núcleo de Investigação Criminal do Fundão e de elementos da GNR de Idanha-a-Nova.
No âmbito desta operação, as autoridades apreenderam a viatura em que os militares se deslocavam, as armas e respectivas munições.
Os suspeitos foram presentes ontem ao juiz de Instrução Criminal de Idanha-a-Nova, não sendo ainda conhecidas as eventuais medidas de coacção aplicadas pelo magistrado.
Embora desconhecendo em concreto as circunstâncias em que os dois elementos da GNR foram apanhados, Eduardo Biscaia, secretário-geral da Federação Nacional de Caçadores e Proprietários (FNCP), considera “lamentável” a ocorrência.
De acordo com o dirigente, os elementos da GNR têm de efectuar “a fiscalização gratuita de áreas de caça onde devia haver guardas florestais”, o que pode potenciar este tipo de situações.
Por outro lado, como fiscalizam, os militares acabam “por ficar a conhecer os locais onde existe mais caça”, salientou Eduardo Biscaia.
Até Maio, o SEPNA já detectou cinco crimes e levantou 33 autos de contra-ordenação, relacionados com ilegalidades na área da fauna, caça e pesca. Estas infracções podem levar à aplicação de penas de prisão.
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