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Correio da Manhã

Portugal
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Dois incendiários em casa

Dois suspeitos de terem incendiado o autocarro dos adeptos do FC Porto em Junho do ano passado, além de terem espancado um militar da GNR e lançado fogo ao seu carro, só por ser adepto do clube do Norte, foram tirados da cadeia pelo Tribunal da Relação de Lisboa e mandados para casa com pulseira electrónica. Guilherme Beon e Hugo Caturna, recorde-se, são dois perigosos elementos dos No Name Boys, claque do Benfica, que o Tribunal de Instrução Criminal colocara em prisão preventiva em Novembro último.

19 de Fevereiro de 2009 às 00:30
Suspeitos saíram da prisão após quase três meses em preventiva
Suspeitos saíram da prisão após quase três meses em preventiva FOTO: João Cortesão

Beon e Caturna foram apanhados na ‘Operação Fair-Play’, suspeitos de vários crimes violentos – mas o desembargador Carlos Almeida, o mesmo juiz que votou pela libertação de Paulo Pedroso no âmbito do processo Casa Pia, decidiu que a prisão domiciliária é a medida de coacção mais adequada por não considerar que os actos configurem associação criminosa.

Caturna e Beon são considerados os cabecilhas da facção mais violenta da claque do Benfica – referenciada por várias acções contra adeptos de clubes rivais. Ambos integravam o grupo que, no final de Agosto do ano passado, agrediu um militar da GNR numa estação de serviço da 2ª Circular. Só porque usava o cachecol do FC Porto ao pescoço.

Beon atirou uma tocha acesa para dentro do carro da vítima com esta e um amigo lá dentro. Cá fora, o grupo impedia-os de sair do carro.

A 12 de Abril, Beon apedrejara um fotógrafo no centro de estágios do Benfica, no Seixal. E antes de ser detido já estava com a obrigação de apresentações periódicas à PSP, por outros processos, mas nem passava pela esquadra.

PORMENORES

30 DETIDOS

Em Novembro, no âmbito da ‘Operação Fair-Play’, 30 pessoas ligadas à claque do Benfica No Name Boys foram detidas por suspeitas de actos violentos, tráfico de droga e associação criminosa. Na altura, 20 ficaram com Termo de Identidade e Residência, quatro com apresentações periódicas e seis em prisão preventiva.

FORA DO ESTÁDIO

Hugo Caturna, tal como outros dois elementos dos No Name Boys, foi impedido de entrar no estádio do Nápoles, em Setembro, depois de as autoridades italianas terem pedido informações sobre a claque do Benfica.

CAOS NA VASCO DA GAMA

Caturna e Guilherme Beon são também suspeitos de, em Junho, terem atacado adeptos do FC Porto numa área de serviço da ponte Vasco da Gama.

 

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