Barra Cofina

Correio da Manhã

Portugal
7

Dois mortos em explosão de pirotecnia

A explosão de uma fábrica de pirotecnia em Almargem, freguesia de Calde, em Viseu, provocou este sábado a morte de duas pessoas.
22 de Maio de 2010 às 13:45
Explosão vitimou um funcionário e o dono da fábrica
Explosão vitimou um funcionário e o dono da fábrica FOTO: Diogo Pinto

As vítimas são dois homens, o dono da fábrica, de 57 anos, e um funcionário, aproximadamente com a mesma idade.

De acordo com Amadeu Oliveira, sub-chefe dos Bombeiros Municipais de Viseu, explicou que "tudo leva a crer que aquele paiol seria onde eles carregam os cartuchos". 

 

"Provavelmente, numa dessas manobras algo fez uma ignição" e provocou  "aquele tipo de explosão", acrescentou.          

 

Na opinião do sub-chefe, "houve de certeza qualquer ponto de ignição, porque para além da destruição ainda havia fogo verdadeiro" no paiol, que os bombeiros extinguiram com alguns baldes de água.         

 

A explosão ocorreu "cerca de 200 metros mais abaixo", junto ao rio,  onde, em Setembro de 2006 ocorreu outro acidente, do qual resultou  a morte de um filho do proprietário.     

Na altura, o empresário culpabilizou o telemóvel que o filho havia utilizado instantes antes, uma suspeita que veio a ser confirmada então pelo presidente da Associação Portuguesa para a Promoção  e Desenvolvimento da Engenharia Electrotécnica, Carlos Lemos Antunes.   

Amadeu Oliveira disse que o alerta foi dado por um automobilistas que  ia a passar na Estrada Nacional 2 e contou ter visto fumo.   

 

"Dirigimo-nos para o local e, qual não foi o nosso espanto, quando chegámos e já não havia fumo nenhum", contou Amadeu Oliveira.

 

Os bombeiros encontraram um filho do proprietário na quinta a quem perguntaram se tinham feito "alguma experiência com foguetes". Mas, perante a negação, os bombeiros chegaram a suspeitar de um "falso alarme".          

 

"De seguida, insisti de novo com o senhor que tentou então entrar em contacto com o pai via telemóvel e ele não respondeu”, afirmou, lembrando que poucos minutos depois ouviu alguém a pedir ajuda: “senhores bombeiros, socorro”.         

 

Os bombeiros dirigiram-se para o local a pé, uma vez que a zona é inacessível  de carro e, ao chegarem, encontraram "um cenário desolador".         

 

"Um dos paióis totalmente destruído, componentes da edificação a mais  de cem metros, com um ferido bastante grave dentro do próprio barracão", o funcionário, que veio a falecer antes de chegar ao local uma ambulância e a Viatura de Emergência Médica.

 

Segundo Amadeu Oliveira, o proprietário foi encontrado "a cerca de 30  metros do paiol, bastante mal tratado", já cadáver e "completamente nu". 

Ver comentários