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Correio da Manhã

Portugal
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DOIS MORTOS NA ESTRADA

Duas pessoas morreram ontem, até às 20h00, nas estradas portuguesas, segundo os registos da Brigada de Trânsito da GNR no âmbito da ‘Operação Ano Novo’, que, iniciada quarta-feira, soma já 11 vítimas mortais.
3 de Janeiro de 2004 às 00:00
O primeiro acidente ocorreu às 09h15 na passagem de nível do apeadeiro de Recezinhos, Marco de Canavezes, e matou um taxista. O segundo, uma colisão entre dois ligeiros, às 11h50, na Estrada Nacional 15, quilómetro 25,4, junto ao Cadaval, na região Oeste, matou um homem com cerca de 60 anos e feriu ligeiramente outras duas pessoas. Já os 1200 bombeiros que participam na operação ‘Socorro na Estrada’ – promovida pelo Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil – foram chamados a intervir, entre as 00h00 do dia 31 de Dezembro e as 17h00 de ontem, em 252 acidentes para operações de salvamento e desencarceramento.
Ontem, a circulação processava-se sem dificuldade, o que deverá manter-se até amanhã, dia em que, segundo a BT, é esperada alguma intensidade no tráfego com o regresso daqueles que optaram por festejar o fim-de-ano fora de casa.
A BT aconselha especial atenção à velocidade, pois o Instituto de Meteorologia prevê para o fim-de-semana céu limpo ou pouco nublado e formação de gelo e geada.
TAXISTA COLHIDO EM PASSAGEM DE NÍVEL
Um taxista, de 72 anos, Adão Miranda, morreu ontem ao volante da sua viatura na passagem de nível do apeadeiro de Recezinhos, colhido por um comboio de mercadorias que circulava, cerca das 09h15, no sentido Marco de Canaveses – Porto.
Funcionários da CP que estavam a trabalhar por perto ainda gritaram ao taxista para que não atravessasse a via, por se aperceberem da aproximação do comboio. O choque, inevitável, foi violento e o motorista teve morte instantânea. Quanto ao táxi, um Mercedes, foi arrastado ao longo de 100 metros e ficou desfeito.
José António Silva, residente nas proximidades do local do acidente, disse ao Correio da Manhã que não compreendia a atitude da vítima, por ser uma pessoa que costumava passar por ali várias vezes ao dia. “O senhor Miranda tinha ido levar uma cliente ao posto médico de S. Martinho de Recezinhos e no regresso morreu. Ele conhecia bem o sítio e só a pressa poderá estar na origem da tragédia”, afirmou José António Silva. A verdade é que o taxista não respeitou as cancelas fechadas e contornou-as, um gesto que muitas pessoas presentes no local tinham dificuldade em perceber, pois Adão Miranda era homem muito experiente e respeitador dos sinais.
A viúva, Maria Emília Pinto, de 69 anos, está chocada com a morte do marido: “Foram familiares que me deram a triste notícia pelo telefone. O meu homem andava contente com o carro novo oferecido pelo nosso filho, que ficou estarrecido quando lhe telefonámos a dar conta do que aconteceu”, contou. O corpo esteve no local duas horas à espera do delegado de Saúde e foi depois transportado pelos bombeiros de Vila Meã para o Hospital de Penafiel.
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