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Correio da Manhã

Portugal
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Sexo oral a juiz durante julgamento dá inquérito na Justiça

Declarações no Parlamento da dona de uma casa de prostituição enviadas ao Ministério Público.
João Carlos Rodrigues 24 de Junho de 2020 às 01:30
Sexo oral a juiz dá inquérito na Justiça
Sexo oral a juiz dá inquérito na Justiça FOTO: Tiago Sousa Dias
"Há um juiz em Portugal, que é o único juiz que faz videoconferência com menores em Portugal, e que mete o telemóvel assim [gesto com as mãos para explicar que o telefone fica na horizontal]... Para sexo oral. Assim que a criança começa a falar ele pede para [a prostituta] lhe fazer sexo oral até ao fim do julgamento. Eu pergunto a todos os deputados: o que é que vai na cabeça deste juiz? E nós? Podemos denunciar? Não, não podemos.”

Estas foram as declarações, na Assembleia da República e em direto no Canal Parlamento, de Ana Loureiro, a dona de uma casa de prostituição no Campo Grande que luta pela legalização da prostituição em Portugal, que levou o vice-presidente da Assembleia da República a enviar um ofício ao Ministério Público para se averiguar se há algum crime em causa. 


Ana Loureiro mantém tudo o que disse. “Não retiro uma palavra nem uma vírgula do que disse em Comissão Parlamentar e tanto que fica por dizer. Posso ser uma mera acompanhante de profissão, que perfaz 12 anos de atividade, e hoje em dia ser proprietária de uma casa de acompanhantes, não de um bordel, no entanto, não faz de mim uma pessoa mentirosa e sem caráter para ir assumir tudo o que assumi em Comissão Parlamentar, do qual reitero palavra por palavra”, afirma a mulher que ganhou protagonismo ao lutar pelos direitos das prostitutas. Ana Loureiro pode ainda incorrer num crime de lenocínio. “Estou ao dispor da Procuradoria Geral da República para prestar todos os esclarecimentos necessários”.
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