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Correio da Manhã

Portugal
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Dono de bar acusa GNR de perseguição

O proprietário de um bar em Avis, distrito de Portalegre, diz ter sido obrigado a fechar o estabelecimento devido a "perseguições pessoais" movidas por dois cabos da GNR local. Na base da decisão estão os inúmeros autos passados ao bar por incumprimento do horário de funcionamento e as constantes multas de estacionamento aplicadas às viaturas dos seus clientes.
5 de Outubro de 2008 às 00:30
Eduardo Vasconcelos fechou a porta do bar há duas semanas
Eduardo Vasconcelos fechou a porta do bar há duas semanas FOTO: Alexandra M. Silva

Tudo porque, segundo o empresário Eduardo Vasconcelos, existe uma vontade dos militares, cuja identidade não quis revelar, em prejudicar o seu negócio em favorecimento do proprietário de um outro estabelecimento nocturno da vila.

"Os guardas são seus amigos. Ele pode estar aberto até às 05h00 da manhã que não dizem nada. A mim chegaram a passar autos três minutos depois das 02h00 [horário de fecho]", diz.

De acordo com o queixoso, esta dualidade de critérios na aplicação da Lei é evidente quando os dois cabos decidem fazer operações Stop à porta do bar ou multar todos os carros ali estacionados.

"É uma estrada de sentido único e fácil de controlar. Um dia fiquei sem clientes porque começaram a multar os carros na rua, que nem sequer tem um sinal a proibir o estacionamento. Para mim essa é uma situação ilegal", refere.

Eduardo diz ainda que a perseguição ao seu estabelecimento tornou-se um hábito depois da mudança do comando do posto. "Antes, a presença da GNR no bares era mais generalizada. Mas com o novo comandante, que considero uma pessoa integra, os dois militares passaram a perseguir-me com o objectivo de destruir o meu negócio", disse, acrescentando que se tornou insustentável continuar de portas abertas: "Se precisasse disto para comer morria à fome".

O empresário vai denunciar o caso nos próximos dias ao comando geral da Guarda e apresentar queixa em tribunal contra os dois militares.

PORMENORES

BAR ENCERRADO

O bar Convento, aberto pelo empresário Eduardo Vasconcelos há cerca de três anos junto ao castelo de Avis, foi encerrado definitivamente no passado dia 19 de Setembro. Funcionava durante as tardes e noites.

LICENÇAS

O empresário garante que o bar tinha todas as licenças para funcionar até às 02h00. Eduardo Vasconcelos não compreende por que é que a autarquia lhe negava pedidos para festas a fechar duas horas mais tarde e autorizava eventos no outro bar.

GNR EM SILÊNCIO

Contactado pelo nosso jornal, o relações públicas da Brigada n.º 3 da GNR, capitão Manuel Jorge, referiu que a Guarda não comenta o caso enquanto não receber do queixoso uma exposição formal dos factos

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