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Correio da Manhã

Portugal
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DONO DO TRUMPS FOI ASSASSINADO

O proprietário da discoteca ‘gay’ Trumps, Artur Esteves, de 55 anos, foi encontrado assassinado em casa, em Lisboa, eventualmente à facada e o caso está a ser investigado pela PJ.
7 de Setembro de 2004 às 00:00
O cadáver deste abastado empresário foi descoberto cerca das 10h00 da manhã pela empregada de Artur Esteves, quando entrava no apartamento para trabalhar, o 5.º Esquerdo, do n.º 19, da Rua D. João V, perto das Amoreiras.
A empregada alertou a PSP, que por sua vez chamou a PJ, mas ontem ao fecho da nossa edição ainda não havia qualquer referência quanto à detenção do assassino. Sabe-se, no entanto, que a PJ já visionou a cassete do sistema de videovigilância, com que o prédio é dotado e que poderá trazer alguma luz às investigações. O corpo foi encontrado no apartamento, mas há quem diga que a morte ocorreu num dos dois elevadores e que corpo foi arrastado para o interior da casa, algo que a administração do prédio contesta, uma vez que, dizem, não foi encontrado sangue.
No entanto, é mais que provável que o assassino seria da relação de Artur Esteves, ou pelo menos seu conhecido, uma vez que ninguém no prédio ouviu qualquer barulho, o que não deixa de espantar, uma vez que a casa tinha bastantes marcas de sangue, fazendo supor que terá havido luta ou que a morte não tenha ocorrido de imediato.
O móbil do crime não é conhecido e, para já, está afastada a hipótese de roubo, uma vez que a casa de Artur Esteves estava recheada de obras de arte e nenhuma delas desapareceu. Carlos Castro, um “amigo de sempre” de Artur Esteves diz estar “profundamente chocado com a morte” do dono do Trumps. “Ele era um homem muito forte e corajoso e espanta-me como é que ele se deixou assim apanhar”, salienta o cronista social. Ontem de manhã o cronista falou por telemóvel com o amigo que estava na quinta de que é proprietário no Meco. “Ele disse-me que vinha a Lisboa”, mas a verdade é que à noite já não chegou a passar no Trumps, ao contrário do que é habitual. Artur Esteves mantinha uma relação com um jovem, que trabalha na Torralta e que foi também apanhado desprevenido pela notícia do homicídio, mas não eram conhecidas ao proprietário do Trumps outras relações, se bem que possa ter havido algo ocasional.
Artur Esteves era conhecido por também ter bastante dinheiro e ser capaz de emprestar a alguém chegado ou com quem tivesse bastante confiança, mas nada que possa ser associado de imediato ao crime.
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