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Correio da Manhã

Portugal
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Dorme ao volante e mata polícia

Caso começa a ser julgado em janeiro. Condutor foi visto em excesso de velocidade.
15 de Dezembro de 2013 às 18:20
Agente Guilhermino Lopes Correia foi atingido mortalmente.
Agente Guilhermino Lopes Correia foi atingido mortalmente. FOTO: D.R.

O agente da PSP Guilhermino Lopes Correia, polícia há quase vinte anos, não teve tempo de saltar quando viu o jipe a alta velocidade a ir na sua direção. Estávamos a 1 de agosto de 2009 e o agente, com cerca de 40 anos, teve morte imediata depois de ser atropelado nas obras do túnel do Grilo, no IC17, junto a Camarate, Loures. Estava a fazer um gratificado pela primeira vez naquele local, cuja área tinha passado nesse dia para a alçada da PSP- pertencia à GNR.

Cinco anos depois, o julgamento vai finalmente realizar-se no Tribunal de Loures já no próximo mês de janeiro. O condutor adormeceu ao volante e atropelou mortalmente o polícia. Vai responder pelo crime de homicídio por negligência. Segundo algumas testemunhas que entretanto já foram notificadas para serem ouvidas em tribunal, o condutor foi visto a fazer uma ultrapassagem pouco antes de passar pela zona de obras do túnel do Grilo.

Também o chefe da PSP que estava a acompanhar o agente Guilhermino, que pertencia à Divisão de Trânsito da PSP de Lisboa, vai ser ouvido. O chefe estava ao lado do polícia, mas conseguiu saltar e com isso evitou a morte. Na altura ficou apenas com ferimentos ligeiros. O agente Guilhermino apresentava vários ferimentos na cabeça e não resistiu aos mesmos.

O CM falou na altura com a mulher do agente que estava inconsolável com a morte do marido. O polícia deixou dois filhos, hoje com 13 e 21 anos. Também eles vão estar presentes no julgamento. Na altura, a família foi contactada pela Direção Nacional da PSP e recebeu assistência psicológica.

O agente vivia no Seixal com a família. Perto da casa da família vivem também a mãe e os três irmãos.

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