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Correio da Manhã

Portugal
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Droga e viola farmacêutica

Uma farmacêutica de 23 anos disse à polícia ter sido drogada com uma qualquer substância misturada em uísque e violada pelo homem que conheceu na discoteca Gossip, em Alcântara, Lisboa, na madrugada da última sexta-feira. Segundo a vítima, aceitou boleia do agressor, em vez de apanhar um táxi para casa – e só acordou, sem roupa, numa garagem na zona de Almada, na Margem Sul.
30 de Abril de 2010 às 00:30
Jovem foi perseguida desde discoteca até à praça de táxis
Jovem foi perseguida desde discoteca até à praça de táxis FOTO: Bruno Colaço

O agressor levou-a de volta a Lisboa, tendo-a abandonado na zona de Alvalade – onde a rapariga telefonou finalmente aos pais. A família vive em Telheiras. O crime ocorreu na madrugada em que outra jovem foi violada, quando se dirigia para o trabalho, em Peniche. A vítima foi arrastada para a praia (ver caixa). A Polícia Judiciária procura os dois predadores.

A primeira situação deu-se cerca das 04h30, quando a jovem farmacêutica aceitou boleia do homem que conhecera na discoteca, onde se divertia com amigos. Segundo contou no dia seguinte à polícia, aceitou um copo de uísque oferecido pelo agressor pouco antes de sair do espaço; despediram-se depois de trocarem algumas palavras – mas foi seguida até à praça de táxis do Calvário. E aí, perante a insistência, aceitou boleia até casa.

A vítima entrou no carro do agressor e conta que começou a sentir-se mal, não se tendo apercebido do local onde estava nem do percurso. "Apagou". Só se lembra de acordar sem roupa, numa garagem na zona de Almada, já passava das 12h00. O agressor colocou-a de novo no carro e levou-a de volta a Lisboa, abandonando-a em Alvalade. Ligou pelo telemóvel aos pais, que, quando a encontraram a deambular pela rua e atordoada, levaram-na ao hospital. A jovem, segundo fontes policiais, diz não se lembrar do percurso até Almada, nem do modelo do carro, nem do rosto ou o nome do agressor. Aparentava ser jovem. Garante, no entanto, que começou a sentir-se "estranha" assim que acabou o copo de uísque. Apresentou queixa numa esquadra, na companhia do namorado, e foi submetida a exames. Esteve de baixa toda a semana, depois de ter entrado em choque. Está também a receber tratamento psicológico.

AGARRADA E LEVADA PARA PRAIA 

No mesmo dia em que a farmacêutica foi violada numa garagem em Almada, na última sexta-feira, também uma jovem de 18 anos foi vítima do mesmo crime junto à Marginal de Peniche. A rapariga foi agarrada, agredida por um homem e arrastada para a praia, onde se consumou a violação. Depois, o agressor pôs-se em fuga e ainda não foi capturado. Logo após a queixa apresentada na PSP, os agentes dirigiram-se ao local mas não conseguiram localizar o homem. A investigação está agora a cargo da PJ. Ao que o CM apurou, a rapariga seguia a pé para o trabalho quando foi abordada. Eram cerca das 07h00. Ainda gritou na esperança de que alguém a ouvisse mas por se encontrar num sítio isolado não teve sucesso. Antes da violação, ainda foi agredida por oferecer resistência. A gravidade das lesões fez com que a jovem tivesse de receber tratamento hospitalar.

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