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Correio da Manhã

Portugal
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DUARTE CALDEIRA: GOVERNO TEM DE SE EXPLICAR

No momento em que viu reafirmada a vontade dos bombeiros para que continuasse à frente dos destinos da Liga, Duarte Caldeira fez a apologia da unidade e, em entrevista ao CM apelou ao Governo para que concretize as intenções que tem manifestado para o sector.
20 de Outubro de 2002 às 00:01
Quais são os principais desafios que se colocam à Liga nos próximos três anos?

DC - São essencialmente três. Garantir que no processo em curso de reformulação do Serviço Nacional de Protecção e Socorro são salvaguardados os interesses dos bombeiros, na sua qualidade de principais agentes de socorro. Pretendemos também que, num quadro de parceria formal, sejam bem delineadas as responsabilidades da Administração Central e da Administração Local no apoio ao sector dos Bombeiros.

Por outro lado, vamos continuar a trabalhar na compatibilização entre o voluntariado e a indispensável criação nos corpos de voluntários de Grupos de Intervenção Permanente, para assegurar à população o socorro pronto e qualificado.

Como perspectiva o relacionamento com o Governo, numa altura em que está muita coisa em causa para os bombeiros?

DC - Somos para o Governo parceiros exigentes e qualificados. Exigentes porque temos representatividade e legitimidade e qualificados porque temos por base a experiência e a audição prévia das nossas estruturas. Mas o relacionamento futuro depende em muito do Governo, que tem de explicar quais são os seus grandes objectivos.

Nos quartéis há milhares de soldados da paz que aguardavam pelos resultados deste congresso. Que palavras lhes dirige, neste momento?

DC - Quando fui eleito em Torres Vedras, em 1999, afirmei que a inspiração e razão do meu trabalho não eram os notáveis, mas o bombeiro anónimo, que todos os dias está activo nos quartéis e em nome dos quais todos falamos. Digo-lhes que os quero ouvir, de forma organizada, através das federações distritais que são as interlocutoras privilegiadas da Liga.

PERFIL

Lisboeta, casado, dois filhos, 51 anos. É gestor e dirigiu a Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP) nos últimos três anos. Ligado à Associação de Bombeiros Voluntários de Agualva-Cacém, Duarte Caldeira já desempenhou diversas funções nos órgãos de cúpula da LBP, durante os últimos dez anos, e de vogal na direcção da Escola Nacional de Bombeiros, em Sintra.

No seu passado mais recente, para além da liderança da Liga e da acumulação de cargos com a presidência da Escola, Duarte Caldeira fez parte do Alto Comissariado para a Transição de Timor-Leste, convidado pelo Padre Vítor Melícias.
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