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Correio da Manhã

Portugal
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Duas águias mortas a tiro de caçadeira desde o mês passado

Três aves deram entrada no RIAS, em Olhão, vítimas de tiros e duas delas acabaram mesmo por morrer.
Tiago Griff 20 de Outubro de 2019 às 11:14
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Três aves deram entrada no RIAS, em Olhão, vítimas de tiros e duas delas acabaram mesmo por morrer.
Desde o final do mês passado já deram entrada no RIAS - Centro de Recuperação e Investigação de Animais Selvagens, em Olhão, três aves que tinham sido alvo de tiros de caçadeira: duas águias, uma delas com estatuto de conservação, e uma garça-real.

Dois dos animais morreram antes ainda de conseguirem receber tratamento veterinário, devido à gravidade ferimentos, e um está agora em recuperação.

As situações fatais ocorreram com a águia-d’asa-redonda e a águia-calçada, que foram reencaminhadas para o RIAS já sem vida. Os projéteis foram detetados através de exames raio-x. No caso da águia-calçada, foram encontrados seis chumbos e na outra havia um.

"Estas aves são predadores de topo e têm um papel importante na teia alimentar. A águia-calçada é uma ave com estatuto de conservação em Portugal como ‘Quase Ameaçada’ e protegida por diversos decretos- lei", referem os responsáveis do centro de recuperação situado na Quinta do Marim, no Parque Natural da Ria Formosa.

Entretanto, no dia 8 deste mês, ingressou uma outra ave, uma garça-real, também vítima de tiros. Tinha três chumbos visíveis no corpo, além de uma fratura na asa direita.

"Foi colocada uma ligadura na asa fraturada e está, neste momento, numa das nossas câmaras de recuperação, onde foram colocadas estruturas para simular o seu habitat natural o melhor possível, referem.

Desde janeiro, o RIAS já tratou mais de mil animais.
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