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Correio da Manhã

Portugal
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Duas mil pessoas correm contra o cancro

Cerca de duas mil pessoas participaram, no início da noite deste sábado, na primeira edição da ‘Corrida Vencer o Cancro’, no Parque das Nações, em Lisboa. A receita da corrida, no valor de 17394 euros, irá reverter para a União Humanitária dos Doentes com Cancro, uma associação sem fins lucrativos.
27 de Junho de 2009 às 23:08

De acordo com Luís Filipe Lopes, presidente da direcção da União Humanitária dos Doentes com Cancro, “o objectivo desta corrida não é haver vencedores mas que os vencedores participem”. Mais do que angariar fundos a favor does doentes com cancro e suas famílias, a associação quis alertar para a importância de uma postura mais activa por parte da população face à doença que representa a segunda causa de morte em Portugal e a primeira no grupo etário entre os 35 e os 64 anos. “O pior que podemos fazer é baixar os braços. Devemos sempre ter pensamento positivo, acreditar que o dia de amanhã será melhor que o de hoje. Devemos ter esperança na medicina, nos médicos e força de vontade para vencer a doença. Por muito bons que sejam os médicos à volta do doente, se este não se quiser tratar, é muito mais difícil vencer o cancro”, defendeu Luís Filipe Soares.

Maria Isilda, de 56 anos, foi uma das participantes na corrida, movida pela experiência que o cancro lhe legou. “Participei porque acho que se deve ajudar. A minha mãe morreu com cancro da mama há 15 anos e conheço bem de perto a doença”. Já Carla Vicente, de 39 anos, participou pelo convívio e pela consciência de que o cancro pode afectar qualquer um de nós. “Vim porque a minha amiga me convidou mas também porque já tive um quisto no peito que me assustou muito. Fiz uma biopsia e acabei por saber que não era cancro. Qualquer das formas, acho que podemos sempre contribuir para o alerta e a investigação de uma doença tão má como esta”, disse.

Raquelina de Magalhães é hoje um exemplo de vida.  Sofreu de um cancro da mama e, graças ao apoio que recebeu da União Humanitária dos Doentes com Cancro conseguiu vencer “o fantasma” que a atormentou. “Foi graças aos meus anjos da guarda da União que consegui ultrapassar a doença. É preciso lutar, olhar o cancro de frente. Hoje estou curada graças a Deus e a ele”. Para Raquelina de Magalhães, o diagnóstico precoce foi decisivo. “Eu própria o diagnostiquei. O meu pai tinha falecido com um tumor maligno galopante no cérebro e eu, como sentia uma grande falta de força, fiquei logo alerta. Não baixei os braços, ainda hoje não os baixo”. Voluntária há 5 anos na União Humanitária dos Doentes com Cancro, Raquelina Magalhães deixa um conselho: “se conseguirem perceber a tempo, não tenham medo de ir ao médico porque quanto mais olhamos o cancro de frente, mais ele se afasta de nós”.

 

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