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Correio da Manhã

Portugal
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Corpos das portuguesas mortas no atentado de Barcelona entregues à família

Idosa de 74 anos e neta, de 20, morreram no ataque nas Ramblas.
18 de Agosto de 2017 às 11:50
Atentado em Las Ramblas, no centro de Barcelona deixou rasto de sangue e horror
Atentado em Las Ramblas, no centro de Barcelona deixou rasto de sangue e horror
Autoridades espanholas
Autoridades espanholas
Homenagem às vítimas em Barcelona
Atentado em Las Ramblas, no centro de Barcelona deixou rasto de sangue e horror
Atentado em Las Ramblas, no centro de Barcelona deixou rasto de sangue e horror
Autoridades espanholas
Autoridades espanholas
Homenagem às vítimas em Barcelona
Atentado em Las Ramblas, no centro de Barcelona deixou rasto de sangue e horror
Atentado em Las Ramblas, no centro de Barcelona deixou rasto de sangue e horror
Autoridades espanholas
Autoridades espanholas
Homenagem às vítimas em Barcelona

Os cadáveres das duas vítimas portuguesas do atentado terrorista cometido na quinta-feira em Barcelona foram este domingo entregues à família, disse à Lusa fonte do governo da Catalunha.

As duas cidadãs portuguesas, uma mulher de 74 anos residente na Grande Lisboa e a sua neta de 20 anos, residente em Londres, morreram nas Ramblas, movimentada avenida da capital catalã, atropeladas por uma carrinha que, ao longo de um percurso de cerca de 600 metros, foi abalroando os transeuntes, fazendo um total de 13 mortos e 120 feridos, 17 dos quais se encontram em estado crítico.

Na sexta-feira, o secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, José Luís Carneiro, anunciou a existência de uma vítima mortal portuguesa, a avó, indicando que a neta estava dada como desaparecida.

A confirmação da morte da rapariga de 20 anos ocorreu só no sábado, após identificação do corpo pelos pais, que se deslocaram a Barcelona a pedido das autoridades.

Com os cadáveres das vítimas entregues hoje à família, deverá acontecer o que José Luís Carneiro indicou no sábado: o respetivo repatriamento para Lisboa na segunda-feira, num avião da Força Aérea Portuguesa disponibilizado pelo Governo, seguindo depois para o município de Sintra, onde serão sepultados.

Confirmada segunda vítima portuguesa 
O primeiro-ministro, António Costa, confirmou hoje que a rapariga de 20 anos que estava desaparecida após o atentado terrorista de quinta-feira em Barcelona, Espanha, é a segunda vítima mortal portuguesa. 

"Queria mais uma vez apresentar condolências à família e sinalizar que isto demonstra bem como a ameaaça é de facto uma ameaça global, nao só porque pode surgir em todo o sitio como também pode atingir qualquer um. Mesmo não sendo na nossa terra, é também no sítio onde estamos em férias, em turismo, em trabalho", afirmou António Costa.

O chefe do executivo sublinhou que a ameaça terrorista tem de ser levada "muito a serio": "Hoje foi em Barcelona, amanhã pode ser noutro sítio, esperamos que nunca seja em Portugal, mas é um risco que todos temos, obviamente, de assumir que existe".

O primeiro-ministro obteve confirmação do falecimento da segunda vitima portuguesa nos ataques de Barcelona, através do secretárioo de Estado das Comunidades Portuguesas, José Luís Carneiro, que se encontra na capital catalã. A jovem agora identificada era neta da primeira vítima mortal portuguesa, uma mulher de 74 anos, residente em Lisboa.

Espanha foi alvo na quinta-feira e hoje de dois ataques terroristas, em Barcelona e em Cambrils, Tarragona, que fizeram 14 mortos e 135 feridos.

António Costa encontrava-se de visita ao dispositivo de prevenção e combate a incêndios, no ambito da declaração de calamidade publica com efeitos preventivos, vigente desde as 14:00 de sexta-feira, e que se polomga ate as 24h00 de segunda-feira.

Avó e neta acabavam de chegar a Barcelona de férias e foram passear às Ramblas
As duas portuguesas, avó e neta, que morreram no atentado de quinta-feira em Barcelona tinham chegado poucas horas antes à cidade para umas férias e decidiram dar um passeio nas Ramblas, disse o secretário de Estado das Comunidades

"Esta jovem esteve de férias com o pai e vinha cá [a Barcelona] com a avó, que era a sua confidente, passar oito dias", disse José Luís Carneiro aos jornalistas na sede do Governo da Catalunha,

"Chegaram, instalaram-se contactaram com a família e foram dar um pequeno passeio. E foram colhidas neste acidente trágico", disse o governante português, que hoje de manhã se reuniu com a família para dar a notícia da morte da jovem.

Os pais, contou José Luís Carneiro "estão destroçados, por várias circunstâncias".

"Primeiro porque foram colhidos pela surpresa da morte da mãe deste português e ficaram estas horas sem saber do paradeiro da sua filha, isso em si mesmo é muito trágico", disse o secretário de Estado.

Ainda assim, o responsável acredita que o processo de identificação das vítimas "foi muito rápido".

Na sexta-feira, contou, foi necessário fazer visitas às unidades hospitalares para verificar se esta jovem de 20 anos estava entre os feridos.

"Depois dessa verificação, chegámos à conclusão de que não se encontrava nessas circunstâncias", recordou.

De seguida, foi necessário recolher as impressões digitais da jovem, que tiveram de ser autorizadas pelo instituto de registos e notariado em Lisboa e chegaram ao fim do dia de sexta-feira a Barcelona.

"Depois a família foi chamada ontem, por um lado para certificar a senhora mais idosa - a avó. E foram também recolhidos outros elementos necessários aos testes de ADN. Entre ontem e hoje foram realizados esses testes e confirmou-se o pior cenário", concluiu.

Marcelo Rebelo de Sousa recebe confirmação de segunda vítima mortal portuguesa com "profundo pesar" 
O Presidente da República disse este sábado ter sido com "profundo pesar" que soube da confirmação da segunda vítima mortal portuguesa no "ignóbil" atentado de Barcelona, Espanha, que ocorreu na quinta-feira, renovando as condolências "à família tão duramente atingida".

"Foi com profundo pesar que tomei conhecimento da confirmação da segunda vítima mortal portuguesa no ignóbil atentado de Barcelona. Renovo as minhas sentidas condolências à família tão duramente atingida, em meu nome próprio e da Nação portuguesa", lê-se numa mensagem do chefe de Estado, Marcelo Rebelo de Sousa, divulgada na página da Internet da Presidência da República.

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