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Correio da Manhã

Portugal
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Duo assalta ourives

A Polícia de Segurança Pública de Tavira continua a investigar os contornos do assalto de que foi vítima José Vaz, de 71 anos, vendedor ao domicílio de ouro, na rua Mateus Teixeira Azevedo, perto do centro de Tavira.
26 de Novembro de 2006 às 00:00
José Vaz estacionava a sua viatura neste local quando foi assaltado
José Vaz estacionava a sua viatura neste local quando foi assaltado FOTO: Rui Pando Gomes
O septuagenário evitou ser sequestrado, mas os assaltantes roubaram-lhe a viatura, com seis malas cheias de ouro, jóias e relógios, no valor de dezenas de milhar de euros.
“Eram cerca das 21h00, da passada segunda-feira e regressava a casa depois de visitar os meus clientes, como faço diariamente”, conta ao CM, José Vaz, ainda abalado com as peripécias de um assalto violento. “Tinha acabado de estacionar a viatura quando vi dois indivíduos, com pouco mais de 20 anos, sentados num banco de pedra junto ao local”, lembra o septuagenário, que desconfiou que algo de errado se podia passar, “pelo que ainda tentei entrar no carro e afastar-me dali”.
“Só que, com um salto ágil, o duo de assaltantes atacou-me pelas costas. Quando percebi o que se passava já estava no chão, empurrado violentamente pelos indivíduos”, afirma José Vaz, que teve, posteriormente, de enfrentar um pesadelo. “Agarraram-me e tentaram meter-me à força dentro da viatura”, diz José Vaz, que gritou por socorro, enquanto se agarrava à porta do carro, evitando o sequestro, mas ficando com várias escoriações nas mãos, resultantes da luta.
“Ninguém me socorreu, mas os gritos fizeram com que os indivíduos me largassem, optassem por se meter na minha viatura e fugissem”.
NA MISÉRIA
Aos 71 anos, José Vaz, meio século a vender ouro ao domicílio, diz não ter seguro para os objectos roubados e “ter ficado na miséria, sem viatura e sem os seus objectos valiosos”.
Ainda em estado de choque, afirma não saber quantificar exactamente o valor do produto do roubo “várias dezenas de euros”, garante, mas tem a certeza do seguinte: “fiquei na miséria e vou ter de começar do zero”.
Apesar do susto e do perigo que sabe incorrer nesta profissão ambulante, transportando objectos valiosos, José Vaz sabe que vai ter de voltar “à estrada”, esperando, no futuro, ter encontros menos perigosos, enquanto confia que as autoridades consigam descobrir os larápios.
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