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Correio da Manhã

Portugal
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Dupla espanca militar da GNR

Um militar da Brigada de Trânsito (BT) da GNR de Setúbal foi espancado, anteontem de madrugada, à saída daquela cidade.
11 de Outubro de 2007 às 00:00
Dupla espanca militar da GNR
Dupla espanca militar da GNR FOTO: Ricardo Cabral
O soldado cruzou-se com a viatura dos dois agressores (um suspeito de pedofilia e o primo), logo após ter saído de serviço, já sem a farda. Foi espancado e arrastado pelo alcatrão a partir do carro dos agressores. Mesmo ferido, denunciou a agressão aos colegas, que prenderam os suspeitos.
A vítima, de 32 anos, saiu de serviço à 01h00 de terça-feira, e regressava a casa, em Cabanas, Palmela, ao volante do seu automóvel.
Na zona dos Quatro Caminhos, à saída de Setúbal, o militar parou a viatura num sinal vermelho. Em sentido oposto, um Audi aguardava também passagem. O condutor desta viatura arrancou antes de o sinal verde ter ‘caído’. O Audi cruzou-se com o automóvel do soldado e, por pouco, não houve um acidente grave.
O militar fez sinal de luzes, o que levou o condutor do veículo infractor a parar. Do interior do Audi saíram o condutor, um homem de 24 anos, e o pendura, um homem de 20. O militar da BT de Setúbal identificou-se, e advertiu-os da infracção.
Como resposta foi espancado. A vítima foi imobilizada com os braços atrás da costas por cada um dos indivíduos e foi pontapeada e esbofeteada. Antes da fuga, os homens entraram no carro e agarraram o guarda pela roupa, arrastando-o pelo alcatrão.
Mesmo ferido, o soldado alertou a BT de Setúbal, e uma patrulha deteve os agressores, minutos depois, perto de Alcochete.
O condutor do Audi, com morada em Chelas, Lisboa, está sujeito a apresentações periódicas à PSP, no âmbito de inquéritos por crimes de pedofilia e tentativa de homicídio. O militar foi levado ao Hospital de Setúbal, de onde teve alta ao final da noite de anteontem. Está em casa, de baixa.
REFORÇAR A PROXIMIDADE
As associações da GNR concordam que os militares só estarão a salvo de agressões quando o comando da Guarda apostar no policiamento de proximidade. “Criou-se nas pessoas a ideia de que a GNR só aparece depois de os crimes serem consumados, e isso cria um sentimento de impunidade”, disse ao CM José Manageiro, presidente da Associação dos Profissionais da Guarda. Por isso, acrescenta o dirigente, “há que apostar na presença contínua de patrulhas”. José Alho, presidente da Associação Sócio-Profissional Independente da Guarda, defende, por sua vez, que os juízes decidam pela condenação dos agressores dos militares: “As penas de punição desses crimes têm de ser uma realidade”.
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